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quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Maldição do Faraó Tutankamon

..."A morte abaterá com suas asas quem perturbar o sono do faraó". 

Máscara Real de Tutancâmon
Esta frase foi encontrada no dia 22 de novembro de 1922, quando a equipe do arqueólogo Howard Carter decifrou os hieróglifos do portal do mausoléu do faraó Tutankamon, morto em 1346 a.C.. 

Coincidência ou não, sete anos depois 13 membros da equipe haviam morrido de forma inexplicável. Outras nove pessoas que tiveram contato com a múmia também estavam mortas. 

A primeira morte aconteceu em abril de 1923. O Conde de Carnarvon, aristocrata inglês que acompanhou Carter e financiou a expedição, começou a agonizar em seu quarto, em Luxor, Egito. Os médicos atribuíram a febre alta a alguma moléstia provocada por picadas de mosquitos. Mas sua irmã, Lady Burghclere, ouvia o doente mencionar o nome Tutankamon em meio aos delírios: "Já entendi seu chamado... eu o seguirei". 

O Arqueólogo Howard Carter
O arqueólogo americano Arthur Mace, que havia ajudado Carter a destroçar os muros do mausoléu, teve um morte ainda mais fulminante, pouco tempo depois do falecimento de Carnavon. Por vários dias, ele se queixou de uma sensação fraqueza e prostração crescentes, perdendo a consciência em certos momentos. Morreu em um hotel, antes mesmo que os médicos pudessem arriscar um diagnóstico. 

O milionário americano George Jay-Gould foi a outra vítima faltal. Ele esteve no sepulcro a convite de Carnarvon, que era um velho amigo, e morreu na tarde seguinte à visita, também atacado pela febre. 

Archibald Douglas Reed, que desenrolou e radiografou a múmia, morreu com os mesmos sintomas ao retornar à Inglaterra, em 1924. 

O secretário de Howard Carter, Richard Bethell, foi encontrado morto em sua casa em Londres. Tinha boa saúde e ninguém entendeu a razão da morte. 

No mesmo ano, em 1929, a viúva de lord Carnarvon, lady Almina, morreu em circunstâncias semelhantes às do marido. 

Vale dos Reis em Luxor, Egito
A maldição do faraó Tutankamon entrou para a história como um dos fatos mais inexplicáveis que já desafiaram os arqueólogos. Muitos acreditaram em uma força sobrenatural. Isso porque encontraram vários textos no sepulcro que diziam, por exemplo, "Eu sou aquele que fez fugir os saqueadores dos túmulos com a chama do deserto. Eu sou aquele que protege o túmulo do faraó". 

Outros afirmavam que as mortes dos exploradores estrangeiros era mais do que justa, pois ele haviam realizado uma verdadeira pilhagem das riquezas do túmulo de Tutankamon. Comentava-se, inclusive, que lady Evelyn, filha do conde, freqüentava festas em Londres ostentando as jóias encontradas no sepulcro. Além disso, seu pai montou uma imensa coleção de raridades egípcias. De acordo com os registros, o arqueólogo Carter encontrou 200 quilos de ouro maciço decorando o túmulo do soberano.

Fonte: Sobrenatural.Org / Wikipédia

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Cabana do Demônio

Contam que um rapaz muito humilde vivia como nômade sempre buscando um lugar aconchegante para deixar seus animais. Houve um dia em que ele, rodando por um sitio abandonado, viu uma casinha muito velha, que sem dúvida estaria sem ninguém há algum tempo, lá resolveu ficar por uma noite. Amarrou seu jumentinho e seus dois cabritos, puxou a rede da sacola e na parte externa conseguiu armar sua rede, bem na varandinha, preferiu ficar na parte de fora, não sentia-se bem de entrar na casa. Depois foi até a mata atrás de alguma lenha para que pudesse fazer uma fogueira, já que brevemente anoiteceria e não poderia ficar a mercê do frio.

Como já tinha experiência na mata, acendeu sua fogueira sem muita dificuldade, pegou seu cantil e resolveu curtir a noite estrelada. O céu estava lindo, havia nuvens claras, como as das tardes de verão o vento soprava lentamente fazendo um assobio único, a melodia perfeita do sono. Deu mais um gole na aguardente sentindo os lábios adormecerem, deu mais outro gole e num sobressalto lembrou-se que tinha que alimentar os animais. Puxou a sacola do jumentinho e serviu um pouco a cada um. Os bichinhos estavam bem maltratados, mas eram ótimas companhias, sempre a seu lado, podia ser o tempo ou o local que fosse.

O céu já estava escuro e fazia um frio bem suave, resolveu dormir um pouco, não era muito tarde, mas havia sido um longo dia e precisava descansar. Dormiu quase de imediato, deitado na porta da cabana. No meio da noite acordou meio assombrado, pois sua rede estava embalando-se quase que com uma força descomunal. Aquilo o deixou assustado, parou a rede e lavantou-se olhando em volta a noite era escura, não queria dormir dentro da casa, não tinha coragem de deixar seus animais sozinhos, poderia surgir algum animal selvagem e ele queria estar próximo para proteger seus amigos. Mas então, o que diabos, haviam balançado sua rede?

Puxou sua espingarda e olhou em volta para ver se encontrava algum animal, ou algum engraçadinho, o que seria improvável. Ouviu um barulho, quase que um chiado, parecia pessoas conversando... –seriam índios? - Olhou novamente, mas parou e mais nada, nem um som, nem mesmo os grilos faziam cri-cri, barulho natural. Ele achou aquilo tudo muito estranho, mas resolveu dormir novamente, talvez tivesse ele mesmo balançado a rede dormindo, nunca se sabe.

Deitou-se novamente, mas desta vez com a espingarda entre os braços, pois um homem precavido sabe que é melhor fazer papel de bobo do que de irresponsável. Fechou os olhos e tentou dormir, mas não demorou muito e sentiu como se joelhos estivessem forçando nas suas costas, virou-se quase que de imediato com a arma em punhos, mas nada viu. Neste exato momento achou que não se tratava mais de um sonho e sim de algo muito estranho.

Levantou-se da rede e foi pegar seus animais, e logo que desamarrou o primeiro cabrito suas patas traseiras pareceram flutuar no ar, como se mãos invisíveis a puxasse. O Rapaz começou a gritar puxando o animal de volta, mas o cabrito era puxado com tal força que tornava impossível deter, era como se uns vinte homens puxassem do outro lado. O animal gritava desesperado e suas pernas já sangravam ameaçando romper. Num ato de desespero, e pena do animal, ele o soltou e o deixou ir.

O cabrito foi puxado como se voasse para o meio das arvores, lá ele ouviu um barulho horrível como o de ossos sendo quebrados.

Ficou de joelhos e chorou copiosamente, tentando imaginar o que estava acontecendo.

Mesmo com o pavor a flor da pele foi em busca dos outros animais e percebeu que o outro cabrito estava sendo puxado também por aquela força estranha. Caiu de joelhos e pediu a Deus que poupasse sua vida e a vida de seus animais. Neste exato momento o cabrito caiu por terra, e ele quase que automaticamente o pegou, depois pegou jumentinho, jogou seu animal ferido sobre os ombros e saiu correndo dali.

Correu em direção a mata e quando voltou os olhos para a casa, viu onde estava sua rede uma velha com uma aparência horrível que sorria para ele.

Ninguém sabe ao certo o que tal mulher disse aquele homem, só dizem que ele saiu correndo é passou quase um dia perdido como que louco pela mata. Só após algum tempo as pessoas encontraram seus animais e ele todo ferido deitado sobre um leito de rio e com os olhos fitando o nada.

Foi muito tempo até ele recuperar-se e contar o que havia ocorrido, ele só não consegue lembrar-se do que aconteceu depois que ele olhou para aqueles olhos, que ele dizia serem totalmente malignos.

Fonte: André Oliveira (sobrenatural.org)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O antigo e estranho caso das Pegadas do Diabo

Na noite de 8 para 9 de fevereiro de 1855, num dos Invernos mais frios de que havia memória os habitantes do condado de Devon Inglaterra, acordaram para um cenário no mínimo bizarro.

Um rasto de pegadas de um animal com cascos, estendia-se por várias milhas. Foram avistadas em mais de 30 localidades diferentes, de tal forma que, assumindo que as marcas foram feitas por uma única criatura, a mesma teria de ter percorrido uma distância calculada entre 65 a 160 quilômetros numa única noite.

Para além da extensão, outras singularidades acompanhavam as pegadas. As mesmas pareciam ter sido feitas por uma criatura bípede e não quadrúpede, como seria de esperar se fosse um animal. Para, além disso, as marcas formavam quase uma linha única, em vez de surgirem alternadamente à direita e à esquerda. E para acrescentar ainda mais ao mistério, as pegadas pareciam por vezes descrever padrões impossíveis. Acabavam junto de muros altíssimos e montes de feno, e apareciam do outro lado dos mesmos, como se a criatura tivesse simplesmente pulado sobre eles. Apareciam do nada no meio dos campos e terminavam abruptamente, dando a entender que o autor das pegadas tinha simplesmente aterrado e em seguida levantado vôo. Foram também reportadas várias pegadas em cima de telhados e nos parapeitos de janelas.

Belzebú e a ilustração misteriosa de 1855
Como é óbvio, não tardou muito para que as pessoas atribuíssem as pegadas ao próprio Diabo. Mas será que o anjo caído andou mesmo pelos campos de Devon? Vamos começar por tentar perceber se existem ainda fontes diretas do fenômeno, ou seja, manuscritos originais ou outros documentos pertencentes a testemunhas presenciais.

Desenho feito por uma das testemunhas do evento,
publicada pelo The Illustrated London News,
em 24 de Fevereiro de 1855. Fonte:Wikipedia
A bonita igreja paroquial de Clyst St. George teve como reitor o Reverendo Henry Thomas Ellacombe, um campanólogo de elevado mérito e também um reconhecido botânico. Diz-se inclusivamente que nos jardins da reitoria, o fantasma do Reverendo com a sua longa batina preta, ainda é por vezes avistado vagueando por entre as suas plantas... O motivo pelo qual menciono o Reverendo Ellacombe, prende-se com o fato de a ele pertencerem os únicos documentos originais e contemporâneos do enigma das Pegadas do Diabo. São constituídos por cartas, desenhos das marcas, menções a relatos de testemunhas e mesmo algumas observações curiosas feitas pelo reverendo, como por exemplo o fato do seu cão ter ladrado continuamente na noite em que apareceram as supostas pegadas sobrenaturais. Para além destes documentos, as restantes fontes em primeira mão dos acontecimentos, resumem-se às cartas remetidas por testemunhas ao Illustrated London News, e publicadas na íntegra.

Igreja paroquial de Clyst St. George - Foto: Robin Drayton
Assim informou o The Times, de Londres, em 16 de fevereiro de 1855:

...Na quinta-feira à noite, ao que parece, houve uma forte nevasca nas proximidades de Exeter e no sul de Devon. Na manhã seguinte os habitantes dessas cidades ficaram surpresos ao descobrirem as pegadas de um animal estranho, misterioso e onipresente, pois as pegadas foram vistas nos lugares mais inacessíveis – nos telhados, em corredores estreitos, em jardins e quintais fechados com cercas e muros altos, bem como nos campos ao ar livre. Pareciam mais de um bípede do que de um quadrúpede e distanciavam-se 20cm umas das outras. As impressões das patas lembravam muito uma ferradura de burro e tinham de 3,5 a 6,5 cm de largura em certos casos. Às vezes pareciam estar rachadas, mas na maioria dos passos a ferradura persistia e, como a neve no centro estava intacta, mostrando apenas o contorno da pata, deveria ser convexa [ côncava ? ]"... O outro, e único, exemplo conhecido de pegadas assim foi informado pelo capitão sir James Clark Ross, comandante de dois navios que exploravam as regiões do Pólo Sul e atracaram na Ilha Kerguelen em maio de 1840: ..."animais de terra, não vimos nenhum, e os únicos indícios que vimos de sua existência na ilha foram algumas pegadas singulares de um pônei ou jumento, tinham 7,5 cm de comprimento e 6,2 cm de largura, com uma pequena depressão mais funda em cada lado, além da forma de ferradura"... Se o tivessem enxergado, o que teriam visto?

De acordo com relatos contemporâneos, que se estendia por mais de uma centena de quilômetros, e foi através de paredes sólidas e palheiros, aparecendo do outro lado como se não houvesse nenhuma barreira. A extensão das pegadas pode ter sido exagerada no momento. Mas na verdade as 'pegadas', se é isso que estavam ali, ainda permanecem um mistério completo.Um dos primeiros a ver as marcas foi um padeiro e depois o diretor da escola, o qual reuniu um grupo de pessoas para seguirem essas marcas. Qual não foi a surpresa quando perceberam que o animal havia pulado também muros que variavam de quatro a seis metros de altura e também atravessou o rio Exe, deixando a marca de uma margem à outra como se tivesse caminhado sobre a água, sendo que esse rio possui três quilômetros de largura. E assim percorreu entorno de 150 quilômetros, passando por Exmouth, Lympstone, Woodbury, Powderham, e vários outros lugares, apenas em uma noite. Apenas em uma noite Cornwal ficou marcada com essas pegadas.

Vários animais foram sugeridos para fazer as pegadas como:guaxinins, ratos, cisnes, lontras. Alguns cangurus haviam escapado de um zoológico particular pertencente a um deputado de Fische em Sidmouth, mas a descrição das pegadas não tem qualquer semelhança com as de um canguru. Além de tudo estes animais não seriam capazes de pular 6 metros de altura para pular um muro ou atravessar um rio de cerca de 3km de largura. As marcas eram em forma de U, com 10cm de comprimento e 7 cm de largura, e com 20cm distantes uma da outra.Também foi observado que a forma em que foram estabelecidas, uma na frente da outra, sugere um bípede ao invés de uma criatura andando sobre quatro patas. Há casos semelhantes espalhados por outras partes do mundo e também conta um escrito na Grã-Bretanha.

Segundo Ralph de Coggeshall, (que também gravou vários estranhos fenômenos em sua época) é um escritor do século 13, em 19 de julho de 1205 relatou impressões estranhas que apareceram depois de uma violenta tempestade elétrica (seria uma coincidência? Dizem que grandes demônios quando chegam a um local causam tempestades elétricas...). Em meados de julho essa faixa só seria visível na terra fofa, e as tempestades com descargas elétricas sugerem algum tipo de fenômeno natural ainda desconhecido.

As Pegadas do Diabo
Em 1.950, essas pegadas surgiram novamente em Devonshire.

Em 14 de março, o jornal The Times publicou a aparição dessas pegadas em Glenorchy, Escocia, que se estendiam por quilometros.

Pouco a pouco foram surgindo histórias de pegadas em vários lugares: Nova Zelandia em 1.886, nas praias de Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 1.908, na Bélgica, em 1.945, nas encostas do vulcão Etna, Sicilia, em 1.970.

Pegadas do diabo continuam a ser um intrigante mistério que só será realmente resolvido se o fenômeno volte a acontecer e pode ser examinado mais de perto, o que não foi, pois na noite de 12 de março de 2009, apareceram novamente marcas semelhantes, como as da foto.

As Pegadas do Diabo em 2009
O esquisito é que quando apareciam obstáculos no caminho, por exemplo uma casa, o suposto diabo saltava/voava para o telhado e continuava o seu caminho. O mais estranho é que se fosse um animal de cascos como um cavalo ou uma cabra deixaria fezes, não agüentaria caminhar 160 km em linha reta durante uma tempestade e não conseguiria saltar obstáculos tão altos.

Fontes: Sobrenatural.org / thesun.co.uk / telegraph.co.uk

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Noivos unidos pela luz da lua cheia

Uma gripe assolou a europa no início do século XX, concomitantemente à primeira guerra mundial. Conhecida como Pandemia, por causa da sua ação que mais tarde atingiria todos os continentes, ela inicialmente disseminou-se nas frentes de batalha, arrasando unidades inteiras de brigadas dos mais diferentes exércitos. Num segundo momento atingiria as cidades por onde os soldados haviam circulado.

Embora as autoridades sanitárias brasileiras julgassem que o país estaria imune a ação do vírus por conta da longa travessia marítima, o fato é que em meados de 1918, a doença que matou em poucos dias 25 milhões de europeus, e outras dez milhões de pessoas nos outros continentes, aportaria também no Brasil trazida pelos soldados que compunham a tímida frota nacional, a Rio Branco, composta na sua maioria por marinheiros noruegueses. Mas foram os poucos brasileiros que, ao desembarcarem aqui, trouxeram a peste...

Detectada inicialmente em Recife, na região do porto, em poucos dias alguns casos foram identificados em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Restrita ao litoral, em pouco tempo subiu a serra e foi fazer vítimas também a quem jamais estivera no mar, quiçá em zona de batalha.

Helenita Cunha Bento Almeida, uma jovem de 13 anos prometida em casamento ao filho de um barão da cana de açucar de Conceição do Macabu, no Norte Fluminense, Delmiro Antunes Lopes Pinheiro, foi uma delas. Casamento marcado, ela passou todo o ano de 1919 ajudando a mãe, tia, madrinha e criadas a coser suas roupas, bordar vestidos e anáguas, com vistas ao casamento que prometia ser a maior recepção da cidade desde a passagem de Dom Pedro II por aquelas terras cerca de meio século antes.

O casal, lindo como uma noite de luar, segundo os registros da época, era a síntese do amor, da paixão, compreensão. Se havia na região algo que simbolizasse prosperidade, saúde e prazer, seria suplantado pela existência do casal Helenita e Delmiro.

A festa fora anunciada um ano antes pela cidade, região circunvizinha e nas badaladas Campos dos Goytacazes e Macaé. Os convites direcionados aos convidados do Rio de Janeiro, para garantir a pompa, seguiram em carruagens, embarcações marítimas e finalmente em lombo de burro e cavalo. Embora não houvessem mais escravos e nas grandes metrópoles o automóvel já fosse uma realidade, naquela região, onde predominava a elite rural, as manias do século XIX é que garantiam os ares de pompa e fidalguia...

Prova disso é que nas vestes, manifestações artísticas, culinária, jeitos e trejeitos, o chique e moderno era copiar o passado. Só ele permitia aos noivos e familiares o glamour da ostentação.

O fato é que uma semana antes do casório a peste chegou a Macabu. Os negros, herdeiros da escravidão, foram as primeiras vítimas. E tão rapidamente ocorreram as mortes que os corpos foram levados para o cemitério do centro da cidade, depositados em covas simples e sem direito a encomenda por ritual católico ou pagão.

Quando o povo, por ignorância, achava que apenas os negros, sabidamente mais fracos e doentes por conta da herança social, seriam os únicos acometidos, eis que Helenita tem um súbito mal-estar que evolui para a morte em menos de 24hs. A doença, para espanto geral, levava a óbito antes mesmo de diagnosticá-la.

Seguiu seu corpo em um cortejo só comparável ao de Motta Coqueiro, o último condenado a morte no Brasil, na mesma cidade de Conceição, meio século atrás.

A comoção e a tristeza tomou conta de toda a região. A bela e quase divina Helenita, com vocações para santa, obviamente, havia sucumbido a uma tragédia para qual ninguém se preparou. Seu corpo, para sorte da família ou ironia do destino, ocuparia a última cova ainda disponível no cemitério central.

Profundamente abalado, Delmiro trancou-se em seu silêncio, no escuro do quarto na fazenda do pai, em Campos, e de lá só saiu morto. Dois dias depois. Ele também fora contagiado pela peste e, como uma perversidade do destino, terminou por inaugurar o novo cemitério, localizado dois quilômetros fora da cidade, distante portanto de onde fora guardado o corpo de seu grande amor.

Passada a febre, que nos livros de história é caracterizada por partir tão rapidamente quanto chegou a determinado lugar, as lembranças do amor eterno e invejado de Helenita e Delmiro retornaram à memória popular. E cresciam cada vez mais embora no tempo ficassem mais e mais distantes. Mas justifica-se. Não foram duas, três ou quatro dezenas de pessoas que afirmaram ver um raio de luz seguir noite adentro da área do cemitério rural e, como um cometa, rasgar a escuridão até a praça central da cidade. Ali, luz de intensidade igual encontra ainda hoje, quase um século depois, a representação da vida de Delmiro. E as luzes dançam a mais bela valsa tal e qual teria dançado o casal se a mais badalada festa de casamento de Conceição de Macabu tivesse se realizado.

Os moradores, portanto, afirmam que o encontro até hoje se dá. Sob a luz do luar da bela Conceição de Macabu.

Fonte: Fábio Lau (Sobrenatural.Org)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Cobra Grande

O imaginário popular da Amazônia consagra a Cobra Grande como uma das entidades mais presentes e fortes na mitologia regional. Sua origem é ultramarina, mas o réptil ganha inúmeras formas encantatórias que envolvem o visível e o invisível, nos inúmeros relatos recolhidos das populações ribeirinhas.

Estórias mostram que a Cobra Grande pode ter sido uma transformação de uma sucuriju ou sucuri ou mesmo de uma jibóia que, com o tempo, abandonou a floresta, adquiriu fenomenal volume e imergiu no rio, passando a habitar a parte mais funda, os poções, aparecendo vez por outra na superfície para punir ou proteger o amazônida. A crença cabocla diz que muitos dos igarapés e furos amazônicos são formados pela passagem de uma Cobra Grande que abre enormes sulcos nas restingas, igapós e até na terra firme. Aliás, entre os mais diversos povos do mundo é comum encontrar lendas, mitos, rituais e crenças que envolvem diversas espécies de ofídios.

A cobra é um dos símbolos mais universais e antigos da religiosidade. Como mito entre os gregos, a cobra pode ser uma transformação de Zeus (pai dos deuses) e, entre os cristãos, a encarnação de satã. Na região amazônica, mais precisamente entre os povos ribeirinhos, ela representa uma figura lendária e fascinante, assumindo diversas denominações: Boiúna, Mãe d’Água, Cobra Norato ou Boitatá. A Boiúna é considerada a rainha dos rios amazônicos e pode ter tido origem no medo provocado pela serpente d’água, que ataca o gado e animais de estatura média, perto de rios e igarapés.

Os índios não registram culto à cobra, mas ela não deixa de existir como personagem em suas narrativas lendárias. Para o caboclo, o encanto da Cobra Grande se manifesta na contemplação da natureza do rio, distanciada do cotidiano através do imaginário; é quando a Boiúna (mboi, cobra e una, preta) surge, causando medo, fascínio e influenciando as populações ribeirinhas, ora encarnada num grande barco iluminado, na lenda do navio transatlântico, ou através de inúmeras outras narrativas, como a da lenda que explica o surgimento da noite e outras coisas.

Segundo essa lenda, antes da noite existir, Moiaçu, filha da Cobra Grande, se casa e recebe do pai um caroço de tucumã (fruto da palmeira Astrocarium Tucuman) contendo a noite dentro dele. Outra lenda diz que uma linda índia cunhãmporanga, princesa da tribo, ao apaixonar-se pelo Rio Branco (Roraima), foi transformada numa imensa cobra chamada Boiúna, pelo enciumado Muiraquitã. A Boiúna é tida na região como protetora daquele rio, ajudando os pescadores e punindo aqueles que predam suas águas. Nos rios Solimões e Negro, a Cobra Grande nasce do cruzamento de mulher com uma assombração (visagem), ou de um ovo de mutum; no Acre, a entidade mítica transforma-se numa linda moça, que aparece nas festas de São João para seduzir os rapazes desavisados.

O lendário também apresenta a Cobra Grande como uma benfeitora à navegação dos rios amazônicos, cujos olhos tornam-se grandes faróis para orientar os embarcadiços nas noites escuras e durante as tempestades. Versão contrária coloca a Cobra Grande como entidade do mal, tal a sua voracidade e multiplicidade de transformação. Ela toma outras formas para enganar o caboclo, como a de navio à vela ou de um transatlântico que nas noites calmas rompe o silêncio com estranho ruído de vapor, percebendo-se ao longe uma mancha escura, precedida de um nítido barulho de máquinas. Ouve-se o badalar metálico de um sino e destacam-se as duas luzes brancas do mastro, além da vermelha de bombordo e a verde de boreste. Segundo o poeta João de Jesus Paes Loureiro, em sua “Epifania da Cobra-Grande”, o olho iluminado da Boiúna é uma espécie de vitral do imaginário. Para ele a luz é um símbolo ou metáfora que brilha em todas as culturas, como reflexo da divindade, sinal do saber e manifestação da beleza. É a oposição às trevas, dando à cobra a forma de Boiúna.

O mito da Cobra Grande, Mãe-d’Água ou Boiúna percorre cerca de quatro mil rios da Amazônia, ajudando ou aterrorizando o ribeirinho, de acordo com o imaginário local, chegando até às populações urbanas. Existe a crença de que algumas cidades estão situadas sobre a morada da Cobra Grande, como Santana, no Amapá, por exemplo, onde a Cobra Sofia é residente. Acredita-se que Belém também tenha sido fundada sobre uma cobra, crença que pode ter nascido com os primitivos missionários, que resolveram esmagá-la simbolicamente, colocando a cabeça da serpente sob os pés da imagem de Nossa Senhora, criando um sincretismo religioso com a cultura local. Outra tradição belenense afirma que a cabeça da Cobra Grande está em baixo da Catedral da Sé e a cauda sob o altar da Basílica de Nazaré, superstição reforçada na madrugada de 12 de janeiro de 1970, quando um tremor de terra abalou a capital paraense. Muitas pessoas acreditam que o sismo tenha sido provocado por um movimento do dito ofídio que, se abandonasse o leito, a cidade e todos os seus habitantes seriam tragados pelas águas da Baía de Guajará.

Acredita-se, também, que as ilhas, componentes importantes da paisagem e do imaginário amazônicos, são moradas ou refúgios preferidos das Boiúnas. Há ilhas flutuantes levadas pelas correntezas e as que aparecem e desaparecem nos perídos de enchentes e vasantes; Existem ainda as ilhas imaginárias ou errantes, como a Ilha do Esquecimento, no alto Amazonas, na qual as pessoas perdem a memória ao chegar; Dalcídio Jurandir faz referências à ilha Jaguarajó, no romance Marajó, tida como encantada pelo autor, porque “virava navio fantasma navegando meia noite pela baía”. A relação metafórica da Boiúna com ilhas e navios iluminados está expressa no fabulário popular da região, dentro do caráter estético da teogonia amazônica, como forma de vivência e compreenção da vida.

Fonte: ABrasOFFA via www.sobrenatural.org - Imagens: abrasoffa.org.br / techs.com.br

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pocong

Pocong é um fantasma da Indonésia ou Malásia que dizem ser a alma de uma pessoa morta presa em suas roupas. A mortalha do pocong é usada pelos muçulmanos para cobrir o corpo do morto. Eles cobrem o corpo com um tecido branco e laçam a roupa sobre a cabeça, nos pés e no pescoço.

De acordo com as crenças nativas, a alma de uma pessoa morta vai ficar na Terra por 40 dias após a morte. Quando os laços não são desamarrados após 40 dias, dizem que o corpo salta para fora da sepultura para avisar as pessoas que a alma precisa que as amarras sejam desfeitas. Após os laços serem liberados, a alma vai deixar a Terra e nunca mais aparecer. Por causa da amarra nos pés, o fantasma não pode andar. Isso faz com que a Pocong pule.

O vídeo abaixo talvez seja uma montagem, fez muito sucesso no seu país, sendo exibido até nos telejornais. Caso alguém tenha certeza que o vídeo é 'fake', por favor, mande a explicação.

Repare a partir do minuto 2:00:


Este é um outro vídeo que exemplifica os Pocongs:


Fonte: sobrenatural.org

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Deus existe!!!

Flávia era uma menina rebelde que não se importava com nada, nem com os estudos, nem com a mãe, nem com a existência de Deus. Sua única preocupação era com os amigos e a farra.

Para ela tudo que ocorria no seu dia-a-dia era por causa do tempo, da hora que corria, e não Deus.

A sua mãe Marta, uma pessoa religiosa, muito apegada a Deus, sempre rezava por ela (sua filha) quando a mesma saia pra farra com os amigos.

Num dia muito chuvoso os amigos de Flávia chegaram a sua casa para pegá-la para eles irem para um festa a meia hora de sua casa.

Sua mãe, como sempre, perguntava se eles queriam que ela (Marta) fosse os deixar e eles sempre recusavam.

Nesse dia Marta não perguntou novamente só disse assim:

- Filha, vá com Deus!

E ela, pra sacanear a mãe, disse:

- Só se ele for no porta-malas, pois aqui ta cheio!

E todos cairam na risada. E foram para a festa... mas no meio do caminho o carro derrapou, virou e capotou e todos que estavam dentro morreram. No outro dia, quando os policiais foram avisados do acontecimento, foram ao local e chegando lá encontraram o porta-malas intacto e dentro dele uma caixa de ovos que não sofreu nenhum arranhão. Todos se surpreenderam quando souberam pela mãe de Flávia o que ela tinha dito.

MORAL: “Deus está nas coincidências”

Fonte: sobrenatural.org - Foto: A Tarde Online