sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Praga da Dança

‘Praga da dança’ matou centenas de habitantes de Estrasburgo em 1518.

Epidemia começou em julho, com mulher bailando sem parar por 6 dias.

Transe acabou envolvendo centenas de pessoas e durou até setembro.

Carnaval epidêmico - Vítimas da febre da dança morriam de ataque cardíaco, derrame ou exaustão
Em julho de 1518, a cidade francesa de Estrasburgo, na Alsácia (então parte do Sacro Império Romano-Germânico) viveu um carnaval nada feliz. Uma mulher, Frau Troffea (dona Troffea), começou a dançar em uma viela e só parou quatro a seis dias depois, quando seu exemplo já era seguido por mais de 30 pessoas. Quando a febre da dança completava um mês, havia uns 400 alsacianos rodopiando e pulando sem parar debaixo do Sol de verão do Hemisfério Norte. Lá para setembro, a maioria havia morrido de ataque cardíaco, derrame cerebral, exaustão ou pura e simplesmente por causa do calor. Reza a lenda que se tratava de um bloco carnavaleso involuntário: na realidade ninguém queria dançar, mas ninguém conseguia parar. Os enlutados que sobraram ficaram perplexos para o resto da vida.

Para provar que a epidemia de dança compulsiva não foi lenda coisa nenhuma, o historiador John Waller lançou, 490 anos depois, um livro de 276 páginas sobre o frenesi mortal: “A Time to Dance, A Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518”. Segundo o autor, registros históricos documentam as mortes pela fúria dançante: anotações de médicos, sermões, crônicas locais e atas do conselho de Estrasburgo.


Um outro especialista, Eugene Backman, já havia escrito em 1952 o livro "Religious Dances in the Christian Church and in Popular Medicine". A tese é que os alsacianos ingeriram um tipo de fungo (Ergot fungi), um mofo que cresce nos talos úmidos de centeio, e ficaram doidões. (Tartarato de ergotamina é componente do ácido lisérgico, o LSD.)

Waller contesta Backman. Intoxicação por pão embolorado poderia sim desencadear convulsões violentas e alucinações, mas não movimentos coordenados que duraram dias.

O sociólogo Robert Bartholomew propôs a teoria de que o povo estava na verdade cumprindo o ritual de uma seita herética. Mas Waller repete: há evidência de que os dançarinos não queriam dançar (expressavam medo e desespero, segundo os relatos antigos). E pondera que é importante considerar o contexto de miséria humana que precedeu o carnaval sinistro: doenças como sífilis, varíola e hanseníase, fome pela perda de colheitas e mendicância generalizada. O ambiente era propício para superstições.

Uma delas era que se alguém causasse a ira de São Vito (também conhecido por São Guido), ele enviaria sobre os pecadores a praga da dança compulsiva. A conclusão de Waller é que o carnaval epidêmico foi uma “enfermidade psicogênica de massa”, uma histeria coletiva precedida por estresse psicológico intolerável.

Nonstop dancing – Gravura do artista Henricus Hondius (1573-1610) retrata três mulheres acometidas pela praga da dança; obra é baseada em desenho original de Peter Brueghel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes, em 1564 na região de Flandres
Outros seis ou sete surtos afetaram localidades belgas depois da bagunça iniciada por Frau Troffea. O mais recente que se tem notícia ocorreu em Madagascar na década de 1840.

Fonte: G1 (com informações do site Discovery News, por Jennifer Viegas - Agradecimentos a Arnaldo Hirai) - Imagens: Reprodução

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Que segredo há por trás da música 'Hotel Califórnia'?


"Hotel California" é a faixa-título do quinto álbum de estúdio da banda de rock americana Eagles. Lançado em 8 de Dezembro de 1976, o álbum vendeu mais de 16 milhões de cópias e foi considerado por muitos críticos de rock como o melhor álbum de todos os tempos. A música "Hotel California", escrita por Don Felder, Don Henley e Glenn Frey, ganhou o Grammy na categoria "Gravação do Ano" e se tornou a canção de maior sucesso do grupo.

"Hotel California" narra a história de um viajante cansado que fica preso em um hotel de luxo (que num primeiro momento parece convidativo e tentador, mas que se torna um pesadelo). Porém, a letra obscura fez surgir várias teorias sobre o verdadeiro teor da música. Muitos viam o Diabo na letra, outros um hospício, e até mesmo, o vício em drogas pesadas.

Entre dezenas das mais variadas teorias sobre a letra de "Hotel California", cito, abaixo, as mais famosas:


Especulava-se que o "Hotel California" citado na canção se referia ao "Camarillo State Hospital", um hospital psiquiátrico localizado no município de Ventura, entre Los Angeles e Santa Bárbara (foto acima), que esteve em operação de 1936 a 1997. Alguns famosos que sofreram de doenças mentais, tuberculose ou desintoxicação por drogas ou álcool, foram tratados em Camarillo, como Charlie Parker Jr, que se internou no hospital para se desintoxicar do vício de heroína. Após encerrar suas atividades, em Junho de 1997, o hospital, que seria destinado a se tornar uma prisão, acabou se transformando na Universidade do Estado da Califórnia. A maioria dos edifícios do Complexo foram preservados e restaurados, inclusive a torre com o sino das missões, original de 1930, e que é citado em um trecho da música ("eu ouvi o sino da missão").

Uma das versões mais esdrúxulas era a de que o hotel realmente existia e era administrado por canibais, que devoravam os hóspedes.

No entanto, a teoria que ganhou mais força era a de que "Hotel California" seria uma metáfora para o Inferno e que a música falava em adoração ao Diabo, já que a letra cita "tentar matar a besta" e "nós não temos este espírito aqui desde 1969". O boato foi alimentado pela concepção do álbum: a capa interna mostrava a fotografia de algumas pessoas no pátio de uma pousada espanhola e, em uma varanda, sobre elas, pairava uma figura sombria, que muitos associaram a Anton LaVey, que fundou a Igreja de Satã no ano de 1966, em San Francisco, Califórnia, EUA. A canção seria uma homenagem ao local onde LaVey escreveu a "Bíblia Satânica". Pesou o fato da "Bíblia" em questão ter sido publicada em 1969, data citada na música. Alguns afirmavam que os integrantes do Eagles estavam envolvidos com ocultismo e eram discípulos de LaVey. Houve quem chegasse a apontar um fantasma na capa do álbum, que teria sido captado pela camera fotográfica, e que seria de um homem assassinado por La Vey em um ritual de sacrificio humano.

Havia também quem associasse a música à toxicodependência e que "Hotel California" era um código para cocaína, levantando suspeitas de que a letra descrevia uma "viagem" sob o efeito da droga. A frase "Logo à frente, eu vi uma luz trêmula... Minha cabeça pesou e minha vista embaçou" seria uma alusão aos efeitos da droga. E vão mais longe ao afirmar que as iniciais de "Hotel California", H e C, significaria "High Cocaína", uma droga que depois que você experimenta não consegue mais largar.

Apesar de algumas versões terem seu fundo de lógica, Don Henley, um dos autores da música, desmentiu todas e declarou que a canção é uma alegoria sobre o hedonismo e relata o lado sombrio do sonho americano e sobre os excessos na América, principalmente no mundo da música.

O álbum teria como tema subjacente a corrupção de estrelas do rock pela decadente industria fonográfica de Los Angeles, e a faixa-título (Hotel California) descreve uma prisão dourada onde o artista entra livremente e depois descobre que não pode mais sair.

O verdadeiro "Hotel California" não é um lugar, mas uma metáfora para a industria da música, localizada na costa oeste, e seu efeito sobre músicos talentosos que se encontram enredados em sua teia de brilho.


E só para constar... O hotel que aparece na capa do álbum é o Beverly Hills Hotel, conhecido como Pink Palace (foto acima), muito frequentado por estrelas de Hollywood. E a "figura sombria", que aparece na varanda, e que muitos achavam ser Anton LaVey, era na verdade uma modelo contratada para posar para a capa do álbum.

Assista o clip de "Hotel California" com legendas em português:


Fonte: passeandopelocotidiano.blogspot.com - Imagens: Reprodução 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Desenho de Satã (O assustador desenho em Stop Motion que foi banido da TV)

Uma animação de stop motion criada em 1985 criou muita confusão na internet tempos atrás. Ela não foi exibido nas TV's dos Estados Unidos devido a uma proibição com a alegação de que o vídeo era satânico e atormentador. Mas, isso não impediu que ele fosse digitalizado e postado no YouTube. Assim, o vídeo tornou-se febre e tomou conta da rede. Dizem que o vídeo é recheado de mensagens subliminares… Bem, assista e julgue você mesmo... (legendado em português):


Fonte: http://ahduvido.com.br

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A menina e seu cachorro ou A Lenda dos Pingos

Uma pequena garota estava sozinha em casa com seu cachorro para a proteger. Quando a noite chegou, ela trancou todas as portas e tentou trancar todas as janelas mas uma se recusava a fechar.

Ela decidiu deixar a janela destrancada e então foi para cama. Seu cachorro tomou seu lugar de costume embaixo da cama. No meio da noite ela acordou por causa de um som de gotas vindo do banheiro.

A menina, muito assustada para ir ver o que era, estendeu sua mão para baixo da cama. Ela sentiu a lambida de seu cachorro e então voltou a dormir.

Logo depois, acordou, novamente por causa do som das gotas... Mais uma vez, estendeu sua mão para baixo da cama, sentiu a lambida e voltou a dormir.

Tudo se repetiu por mais uma vez... Acordou, estendeu a mão e sentiu a lambida.

Porém, curiosa sobre a causa do som das gotas, ela se levantou e lentamente caminhou até o banheiro.

O ruído causado pelos pingos foi ficando mais alto conforme ela foi se aproximando.

Ao chegar ao banheiro, ele ligou a luz e foi recebida por um terrível sinal: pendurado no chuveiro, estava seu cachorro com a garganta cortada e seu sangue caindo na banheira. Mas, não era só! Alguma coisa no espelho do banheiro chamou sua atenção e ela se virou para olhar.

Escrito no espelho com o sangue de seu cachorro estavam as palavras “HUMANOS TAMBÉM SABEM LAMBER”.


Fonte: Cia do Medo - Imagem via brunarocks.blogspot.com

Mensagem secreta no navegador Mozilla Firefox

Não sei se alguém tem conhecimento disso, mas nos navegadores Mozilla Firefox, Netscape e Seamonkey, se você digitar na barra de endereços "about:mozilla" a tela fica vermelha e com um pequeno texto como se fosse uma passagem da Bíblia. Na verdade, é uma passagem do "Livro de Mozilla" (?!?).

Clique na imagem para ampliá-la
Digitando no Firefox aparece o seguinte texto: 'Mamon adormeceu. E o renascimento da criatura disseminou-se pela terra e seus seguidores tornaram-se exércitos. E eles apregoaram a mensagem e sacrificaram lavouras com fogo, com a astúcia das raposas. E eles criaram um novo mundo à sua imagem e semelhança conforme prometido pelo texto sagrado e contaram da criatura para suas crianças. Mamon despertou e, veja só, nada mais era do que um discípulo. De O Livro de Mozilla, 11:9 (10ª edição)'.

Em outras edições do Mozilla, também aparece essa mensagem: 'Por fim, a criatura sucumbiu e os infiéis regozijaram-se. Porém, nem tudo fora destruído, pois das cinzas ergueu-se um imponente pássaro. O pássaro mirou os infiéis e lançou sobre eles o fogo e o trovão. A criatura renascera com forças renovadas e os discípulos de Mamon encolheram-se horrorizados. de O Livro de Mozilla, 7:15'.

Pesquisado, o tal Livro de Mozilla seria apenas um easter egg (*) dos navegadores... Mas é uma brincadeira no mínimo estranha,não é? Estariam os navegadores escondendo alguma profecia? Teriam eles algum pacto? Será que existe realmente o Livro de Mozilla? Façam o teste e vejam o que aparece.

Parece ser uma sátira ao domínio da Microsoft e a suposta "virada" do Firefox.

'E o renascimento da criatura disseminou-se pela terra e seus seguidores tornaram-se exércitos. E eles apregoaram a mensagem e sacrificaram lavouras com fogo, com a astúcia das raposas.'

Firefox = raposa de fogo. Bastante fogo e raposa aí, né?

'Porém nem tudo fora destruído, pois das cinzas ergueu-se um imponente pássaro. O pássaro mirou os infiéis e lançou sobre eles o fogo e o trovão'

Thunderbird? Outro produto da Mozilla. E o 'Mamon' talvez seja a Microsoft em si.

Seria apenas uma brincadeira ou haveria alguma coisa mística de fato.

* Em informática, um ovo de páscoa (ou easter egg, tradução para o inglês, como é mais conhecido) é qualquer coisa oculta, podendo ser encontrada em qualquer tipo de sistema virtual, incluindo músicas, filmes, videogames e etc.

Fontes: Gotica (Mr. Malas) / Wikipédia - Imagem via ciadomedo.files.wordpress.com