sábado, 3 de dezembro de 2011

Cinco horripilantes lendas urbanas japonesas

Kuchisake-Onna - a mulher da boca cortada


A história se passa no período japonês chamado Heidan (Heidan Jidai – 794~1185). Nesse período existiu uma mulher que era esposa (ou amante, não se sabe ao certo) de um samurai, essa mulher era muito bonita e cobiçada por outros. Por ela ter essa beleza única seu marido tinha ciúmes e temia que ela o traisse com outro homem. E de fato ela o traiu. O samurai muito nervoso com o que tinha acontecido, ataca sua mulher cortando sua boca de ponta a ponta gritando: “E agora quem vai te achar bonita?!”

É apartir daí que começa as assombrações. As pessoas falam que ela costuma aparecer em noites nublada com uma máscara cirúrgica (aquelas máscaras de mandaram agente usar contra a gripe suína lembram?). Com esse disfarce ela pode muito bem passar despercebida pelos outros pois é normal no Japão as pessoas andarem com máscara, para evitar de passar a gripe para outra pessoa.

Kuchisake-Onna – “Watashi Kirei?” (Eu sou bonita?)
Você, otaku, que nunca teve a atenção de uma menina responde:
Você – “Sim, você é kawaiii!!”
….então ela tira sua máscara……..
Kuchisake-Onna – “Kore demo?” (Mesmo assim?)
Você : - s-s-sim (gaguejo). ou se você responder não. ou se ficar emudecido!

Se você tiver essas reações com certeza você é um otaku morto. Mesmo se você responder “Sim” à segunda pergunta ela ainda pode te matar, pois pode achar que você está sendo irônico. Depois de alguns anos começaram surgir boatos de que se você responder “mais ou menos” à segunda pergunta, dar doces ou se o seu tipo sanguíneo for “O” você conseguiria escapar. Eu prefiro acreditar que uma vez q você encontrou ela não tem mais fuga. Mas na hora do desespero vale tentar tudo né.

Ah! Tem outro jeito de fugir também….mas isso só serve pra quem for bonito(a), quando ela tirar a márcara e perguntar se mesmo assim ela é bonita, responda: “E eu sou bonito(a)!?” Se você realmente for bonito(a) ela ficará confusa e essa seria sua chance de escapar, caso contrário…..

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Spiritum Nihon - a criança da encruzilhada


Morrem mais pessoas vítimas de acidentes automobilísticos do que assassinatos, no Japão. Por algum motivo, às lendas urbanas estão ligadas a esses casos (Claro, acredite se quiser…).

Encruzilhada da morte – Todo cruzamento possui um histórico de acidentes, que na maioria das vezes podem custar a vida de alguém. Existem vários casos em que, “aparecem” pessoas que já morreram ali, e que estão de volta para pedir “ajuda” ou impedir que mais tragédias possam ocorrer. Casos como: “a garota do cruzamento” (Kousaten no onna no ko), em que uma garotinha de 4 anos que foi atropelada por um carro. Toda vez em que, o motorista for uma pessoa que não ligue por ultrapassar os semáforos em alta-velocidade, ela aparece em sua frente pedindo “socorro” (tasukete!). Isso ocasionalmente se transforma em um terrível acidente de carro. Lenda ou não, morre mais pessoas no trânsito do que qualquer outro homicídio (como citei antes).

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Toire no Hanako chan - a menina do banheiro


Quem aqui já ouviu falar da loira do banheiro? – Obviamente todos já escutaram essa lenda. Dessa vez é um pouco diferente… Hanako é nome de uma garotinha que foi brincar de pique-esconde com os amigos, e se escondeu na terceira porta do fundo do banheiro do terceiro andar. Depois disso, ela foi encontrada morta no banheiro. Após algum tempo, começou a rolar boatos de que a alma da menina estivesse ainda lá. E se tem duas coisas que NÃO se deve fazer para não chamar a atenção da Hanako é: 1) ir pro banheiro do terceiro andar; 2) bater na porta três vezes e falar “Hanako você está aí?“(Hanako chan, irashaimasu ka?). Se repetido isso três vezes, e você escutar uma voz falando “sim!” (Hai), amigo, provavelmente você verá Hanako. Ela irá te sugar para adentro do banheiro. Apesar disso ter acontecido em um só colégio, essa lenda se espalhou por todos os colégios do país, e se tornou uma das lendas urbanas mais famosas do Japão. Então, se você é um tipo de pessoa que acredita nisso, “NÃO” use os banheiros das escolas (pelo menos do Japão), ou se não, você terá uma visitinha de uma garotinha no seu banheiro. Apesar de tudo, sinto pena dela… (Obs.: isso só acontece no banheiro das meninas. A dos meninos já é uma outra história.)

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Lenda da Bonequinha de Desejos


É muito comum aqui no Japão você encontrar bonecas orientais dentro de aquários. Elas são bonecas de desejos, a pessoa a compra e faz um desejo e assim que o desejo se realizar ela tem que jogar a boneca fora. Até aí tudo bem, o problema é que dizem que o cabelo da boneca cresce sozinho, ela pode mudar de posição dentro do aquário e várias outras coisas bem bizarras. Sinistro!!!

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Okiku, a boneca viva


Kikuko tinha três aninhos de idade, quando adoeceu gravemente.Era agosto de 1932. Seu irmão visitava a cidade de Sapporo, Hokkaido (Ilha ao norte do Japão) quando viu uma boneca e comprou-a para Kikuko.A pequenina adorou a boneca e não mais separou-se dela, nem por um momento.Porém a doença agravou-se e em janeiro de 1933, Kikuko faleceu. É costume no dia da cremação do corpo, colocar os objetos que a pessoa mais gostava dentro do caixão para ser cremado junto com o corpo.Na ocasião porém, a familia no auge da dor da separação, esqueceu-se de colocar a boneca junto a menina. Após a cremação, a boneca que recebeu o nome de OKIKU, foi colocada no oratório, ao ladodas cinzas da criança, onde a família fazia as orações.Com o passar do tempo começaram a perceber que o cabelo da boneca parecia crescer.

A boneca Okiku
Na década de 40 veio a guerra e a família teve de fugir para o interior, deixando a boneca com os sacerdotes do templo MANNENJI, que a guardaram juntamente com as cinzas de Kikuko.Com o fim da guerra, a família voltou para a cidade, procuraram pelos seus pertences no templo, onde perceberam com espanto que os cabelos da boneca não pararam de crescer! A pedido do irmão da menina, a boneca continuou no templo.A imprensa, mostrou o fenômeno, o que chamou a atenção de pesquisadores, para que fosse dada uma explicação científica para o caso, o que não aconteceu até hoje.

O templo que fica em Hokkaido é visitado por turistas e curiosos que querem ver a fantástica transformação da boneca.Há controvérsias, mas dizem que as transformações são visíveis: o cabelo antes nos ombros, agora chega à cintura.Os lábios antes cerrados, estão entreabertos e úmidos,e seus olhos parecem olhar para as pessoas com expressões de quem tem vida. Os japoneses levam muito a sério a vida após a morte e para eles que reverenciam deuses e objetos, tudo é dotado de espírito e precisa ser queimado quando não é mais usado, em sinal de agradecimento e para que descansem em paz após serviços prestados

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A verdadeira história do bebê-diabo

Abaixo, o relato do jornalista, escritor e radialista Edward de Souza.

Tempos atrás prometi que nunca mais tocaria nesse assunto. Mas, a bem da verdade e intimado pelo amigo Amalio Damas, vou relatar, com absoluta exclusividade, toda a história sobre o nascimento de um menino com chifres e rabo em São Bernardo do Campo, Região do ABC Paulista, que viraria um marco no jornalismo brasileiro.


O bebê-diabo, assim ficou conhecido, transformou-se em literatura de cordel, filmes, documentários e deu origem a inúmeras publicações fantasiosas que omitiram o nome dos verdadeiros jornalistas do jornal Notícias Populares (NP) que participaram dessa publicação. Por isso, com tantos "pais" para o bebê-diabo, resolvi não mais escrever sobre isso, promessa que quebro agora. Um dia, caso uma editora se interesse conto toda a verdade num livro, para desmascarar as publicações mentirosas que invadiram o País depois que o bebê-diabo se transformou em lenda.

Em 1975 eu trabalhava pela manhã como repórter policial no jornal Correio Metropolitano, em Santo André, no ABC, e à tarde no jornal Notícias Populares, pertencente ao Grupo Folha, como repórter especial. José Lázaro Borges Campos, falecido, amigo inesquecível, era o editor de polícia do NP. Ibrahim Ramadan, nessa época, o diretor de redação. Eu e o "Lazão", assim ele era conhecido, morávamos em Santo André e todos os dias seguíamos juntos para o NP, no 5° andar da Folha de S. Paulo, na Alameda Barão de Limeira. No mês de maio daquele ano corria forte um boato dando conta do nascimento de um bebê que tinha chifres e rabo, num hospital de São Bernardo, ABC, que aterrorizava enfermeiras, médicos, falava grosso e até soltava fogo pela boca.

Com o passar dos dias, o boato se alastrou de tal forma que em todos os cantos das sete cidades do ABC só se falava nessa estranha criatura. Não faltavam padres, médicos, psiquiatras, pessoas do povo e até dados científicos para comentar sobre um possível nascimento de uma criança-monstro nesse hospital de São Bernardo. Com tantos comentários, Lázaro Campos me incumbiu de apurar os fatos e escrever uma nota sobre esse boato para o NP de domingo. Falei com a direção do Hospital São Bernardo, enfermeiras (os) e médicos. O engraçado é que algumas enfermeiras mostravam nervosismo e chegavam até a rezar o Pai Nosso quando eu tocava nesse assunto. Na verdade, garantiram-me os médicos, um bebê nascera com um prolongamento no cóccix e duas pequenas saliências na testa, problemas resolvidos com uma simples cirurgia na própria maternidade.

Escrevi esse relato, sem nenhum sensacionalismo, no dia 10 de maio de 1975, um sábado e deixei o texto, de 30 linhas, sobre a mesa do Lázaro. O jornal estava para ser fechado e eu desci para esperá-lo na padaria da esquina. Fomos embora juntos, sem comentar nada sobre jornal. No domingo pela manhã percebi que a banca de revistas perto de casa estava repleta de pessoas comprando o NP. Curioso, me aproximei e consegui o último exemplar que trazia a seguinte manchete: Bebê-diabo nasce em SBC". Fui à página 5 e gelei. Minha assinatura estava abaixo da manchete forçada. Fiquei apavorado, temendo processo e a demissão do jornal por justa causa.

Quando Lázaro Campos passou em casa, me recusei a sair para trabalhar. Mas, com seu jeito "mineiro", me convenceu, afirmando que assumiria a culpa da manchete, caso a direção se manifestasse desfavoravelmente. Entrei cabisbaixo no prédio da Folha. Na verdade, estava apavorado. Fiquei mais ainda quando recebi o aviso para me dirigir, imediatamente, com o Lázaro, à sala de Octávio Frias de Oliveira, dono do Grupo Folha. Entramos assustados na sala de Frias, esperando um sermão, antes da demissão. Pelo contrário. O homem, que eu ainda não conhecia pessoalmente, estava sorrindo e nos estendeu a mão, cumprimentando pela manchete e informando que, pela primeira vez na história, o NP bateu todos os recordes de venda em bancas.

Custei a acreditar que tudo aquilo era verdade. Segurava a xícara com café, oferecida pelo Frias, com dificuldade, tremendo e ouvindo somente elogios. E a ordem era para darmos sequência no assunto. E assim foi feito. A notícia tornara-se uma bola de neve. A tiragem do periódico, que era de 80 mil exemplares, ultrapassara a marca dos 200 mil. O povo acreditou na história e o NP começou a inventar uma saga para o bebê-diabo. O caso permaneceu na primeira página do jornal por inacreditáveis 37 dias.

Nas manchetes que seguiram, o bebê-diabo infernizou pessoas, pulou em telhados, pediu sangue para beber, tocou campainhas, palitou os dentes com um facão e até parou um táxi à noite, deixando o motorista assustado ao falar que o destino da corrida seria o inferno. Amado por uns, odiado por outros e temido por milhares, o bebê-diabo aterrorizou moradores de São Paulo e do Brasil, mesmo sem ter existido.

Fonte: DivãdoMasini (brasilwiki.com.br)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Você não está feliz por não ter acendido a luz?


Natália e Paula eram companheiras de quarto em um colégio interno. Natália era uma garota humilde e solidária. Paula fazia o gênero 'gotica' e era um tanto quanto mal educada.

Certa noite, Natália entrou no quarto e, ao acender a luz, viu Paula transando. Furiosa, Paula mandou Natália apagar a luz.

Natália ligou seu mp3 e se deitou. Acabou dormindo.

No dia seguinte, Natália foi pedir desculpas a Paula, mas a garota gótica - ainda nervosa - alertou para que ela não mais acendesse a luz.

Depois de uma semana, Paula conversava na internet com um cara desconhecido que dizia morar perto. Os dois trocavam mensagens e acabaram marcando um encontro no quarto da garota.

Alguns minutos depois, assim que Paula saiu do banheiro após se arrumar, viu escrito na tela de seu computador:

- ESTOU NO SEU QUARTO!!!

Não deu tempo para esboçar nenhuma reação. O cara a agarrou por trás e jogou-a na cama. E seguida, comecou a enforcá-la.

Nesse instante, Natália chegou. A menina ouviu uns ruídos estranhos, mas preocupada com a possível reação raivosa da colega de quarto, não acendeu a luz e foi dormir com seu mp3 nos ouvidos.

No dia seguinte, Natália acordou e viu o corpo de Paula mutilado, mergulhado em sangue, sobre a cama.

Então ela compreendeu que os estranhos ruídos eram na verdade um pedido de socorro... Ao virar-se para sair do quarto, viu um recado escrito na parede: "VOCÊ NÃO ESTÁ FELIZ POR NÃO TER ACENDIDO A LUZ?"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Fantasma em elevador aterroriza Cingapura

Primeiramente, vejamos o vídeo. Um vídeo de terror. Se você estiver sozinho/a em casa não veja o vídeo! Vá ver outra coisa mais amena, menos assustadora.


Pois é isso mesmo o que você viu.

Câmera de segurança de elevador flagra o exato momento em que ele aparece: o fantasma. Já no final do percurso os dois homens saem despreocupados do elevador e não percebem a companhia horrenda do abantesma.

Abantesma, figura sobrenatural, alma penada de forma indefinida e evanescente que surge no seu antigo aspecto, uma velhinha encurvada que parece flutuar acompanhando os dois homens. Coisa medonha.

E você acredita nisso, quer dizer, você acredita em fantasmas? A propósito, já ouviu falar em marketing viral?

Empresa de recrutamento de pessoal de Cingapura produziu o vídeo e a mensagem levada por ela é a seguinte: é perigoso ficar trabalhando até tarde da noite. Fazer horas extras, entrar pela noite no trabalho pode provocar stress e fadiga. Faz mal à saúde. É perigoso e coisas estranhas podem acontecer.

A peça publicitária foi produzida em abril de 2008, custou U$ 100.000 e, segundo os seus criadores, ela mostra o que se pode fazer com um pequeno orçamento e uma boa idéia. A divulgação corre por conta da Internet a custo muito baixo. Para as duas empresas, a McCann e a GMP Group, o custo de divulgação é nulo.

O vídeo percorre a Internet, é apresentado em blogs e saites de diferentes especialidades como paranormalidade, caçadores de fantasmas, vídeos amadores, marketing e, como estas páginas aqui, de desmistificadores de lendas e de pulhas virtuais.

Na verdade, tudo acaba com estas linhas: é mais uma brincadeira, uma "pegadinha" que gratuitamente é divulgada e difundida pelo mundo a fora.

Veja o vídeo em que um dos criadores mostra como o comercial foi criado. (Isso se você entender o idioma do narrador):


Fonte: Quatrocantos

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Cabana do Demônio

Contam que um rapaz muito humilde vivia como nômade sempre buscando um lugar aconchegante para deixar seus animais. Houve um dia em que ele, rodando por um sitio abandonado, viu uma casinha muito velha, que sem dúvida estaria sem ninguém há algum tempo, lá resolveu ficar por uma noite. Amarrou seu jumentinho e seus dois cabritos, puxou a rede da sacola e na parte externa conseguiu armar sua rede, bem na varandinha, preferiu ficar na parte de fora, não sentia-se bem de entrar na casa. Depois foi até a mata atrás de alguma lenha para que pudesse fazer uma fogueira, já que brevemente anoiteceria e não poderia ficar a mercê do frio.

Como já tinha experiência na mata, acendeu sua fogueira sem muita dificuldade, pegou seu cantil e resolveu curtir a noite estrelada. O céu estava lindo, havia nuvens claras, como as das tardes de verão o vento soprava lentamente fazendo um assobio único, a melodia perfeita do sono. Deu mais um gole na aguardente sentindo os lábios adormecerem, deu mais outro gole e num sobressalto lembrou-se que tinha que alimentar os animais. Puxou a sacola do jumentinho e serviu um pouco a cada um. Os bichinhos estavam bem maltratados, mas eram ótimas companhias, sempre a seu lado, podia ser o tempo ou o local que fosse.

O céu já estava escuro e fazia um frio bem suave, resolveu dormir um pouco, não era muito tarde, mas havia sido um longo dia e precisava descansar. Dormiu quase de imediato, deitado na porta da cabana. No meio da noite acordou meio assombrado, pois sua rede estava embalando-se quase que com uma força descomunal. Aquilo o deixou assustado, parou a rede e lavantou-se olhando em volta a noite era escura, não queria dormir dentro da casa, não tinha coragem de deixar seus animais sozinhos, poderia surgir algum animal selvagem e ele queria estar próximo para proteger seus amigos. Mas então, o que diabos, haviam balançado sua rede?

Puxou sua espingarda e olhou em volta para ver se encontrava algum animal, ou algum engraçadinho, o que seria improvável. Ouviu um barulho, quase que um chiado, parecia pessoas conversando... –seriam índios? - Olhou novamente, mas parou e mais nada, nem um som, nem mesmo os grilos faziam cri-cri, barulho natural. Ele achou aquilo tudo muito estranho, mas resolveu dormir novamente, talvez tivesse ele mesmo balançado a rede dormindo, nunca se sabe.

Deitou-se novamente, mas desta vez com a espingarda entre os braços, pois um homem precavido sabe que é melhor fazer papel de bobo do que de irresponsável. Fechou os olhos e tentou dormir, mas não demorou muito e sentiu como se joelhos estivessem forçando nas suas costas, virou-se quase que de imediato com a arma em punhos, mas nada viu. Neste exato momento achou que não se tratava mais de um sonho e sim de algo muito estranho.

Levantou-se da rede e foi pegar seus animais, e logo que desamarrou o primeiro cabrito suas patas traseiras pareceram flutuar no ar, como se mãos invisíveis a puxasse. O Rapaz começou a gritar puxando o animal de volta, mas o cabrito era puxado com tal força que tornava impossível deter, era como se uns vinte homens puxassem do outro lado. O animal gritava desesperado e suas pernas já sangravam ameaçando romper. Num ato de desespero, e pena do animal, ele o soltou e o deixou ir.

O cabrito foi puxado como se voasse para o meio das arvores, lá ele ouviu um barulho horrível como o de ossos sendo quebrados.

Ficou de joelhos e chorou copiosamente, tentando imaginar o que estava acontecendo.

Mesmo com o pavor a flor da pele foi em busca dos outros animais e percebeu que o outro cabrito estava sendo puxado também por aquela força estranha. Caiu de joelhos e pediu a Deus que poupasse sua vida e a vida de seus animais. Neste exato momento o cabrito caiu por terra, e ele quase que automaticamente o pegou, depois pegou jumentinho, jogou seu animal ferido sobre os ombros e saiu correndo dali.

Correu em direção a mata e quando voltou os olhos para a casa, viu onde estava sua rede uma velha com uma aparência horrível que sorria para ele.

Ninguém sabe ao certo o que tal mulher disse aquele homem, só dizem que ele saiu correndo é passou quase um dia perdido como que louco pela mata. Só após algum tempo as pessoas encontraram seus animais e ele todo ferido deitado sobre um leito de rio e com os olhos fitando o nada.

Foi muito tempo até ele recuperar-se e contar o que havia ocorrido, ele só não consegue lembrar-se do que aconteceu depois que ele olhou para aqueles olhos, que ele dizia serem totalmente malignos.

Fonte: André Oliveira (sobrenatural.org)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vídeo: A Caixa Misteriosa


Atores: Evellyn Marcondes, Mikael Marmorato e Luiz Henrique
Edição: Paulo Rodrigues
Direção: Igor Petrauskas
Roteiro: Jorge Tadeu

O antigo e estranho caso das Pegadas do Diabo

Na noite de 8 para 9 de fevereiro de 1855, num dos Invernos mais frios de que havia memória os habitantes do condado de Devon Inglaterra, acordaram para um cenário no mínimo bizarro.

Um rasto de pegadas de um animal com cascos, estendia-se por várias milhas. Foram avistadas em mais de 30 localidades diferentes, de tal forma que, assumindo que as marcas foram feitas por uma única criatura, a mesma teria de ter percorrido uma distância calculada entre 65 a 160 quilômetros numa única noite.

Para além da extensão, outras singularidades acompanhavam as pegadas. As mesmas pareciam ter sido feitas por uma criatura bípede e não quadrúpede, como seria de esperar se fosse um animal. Para, além disso, as marcas formavam quase uma linha única, em vez de surgirem alternadamente à direita e à esquerda. E para acrescentar ainda mais ao mistério, as pegadas pareciam por vezes descrever padrões impossíveis. Acabavam junto de muros altíssimos e montes de feno, e apareciam do outro lado dos mesmos, como se a criatura tivesse simplesmente pulado sobre eles. Apareciam do nada no meio dos campos e terminavam abruptamente, dando a entender que o autor das pegadas tinha simplesmente aterrado e em seguida levantado vôo. Foram também reportadas várias pegadas em cima de telhados e nos parapeitos de janelas.

Belzebú e a ilustração misteriosa de 1855
Como é óbvio, não tardou muito para que as pessoas atribuíssem as pegadas ao próprio Diabo. Mas será que o anjo caído andou mesmo pelos campos de Devon? Vamos começar por tentar perceber se existem ainda fontes diretas do fenômeno, ou seja, manuscritos originais ou outros documentos pertencentes a testemunhas presenciais.

Desenho feito por uma das testemunhas do evento,
publicada pelo The Illustrated London News,
em 24 de Fevereiro de 1855. Fonte:Wikipedia
A bonita igreja paroquial de Clyst St. George teve como reitor o Reverendo Henry Thomas Ellacombe, um campanólogo de elevado mérito e também um reconhecido botânico. Diz-se inclusivamente que nos jardins da reitoria, o fantasma do Reverendo com a sua longa batina preta, ainda é por vezes avistado vagueando por entre as suas plantas... O motivo pelo qual menciono o Reverendo Ellacombe, prende-se com o fato de a ele pertencerem os únicos documentos originais e contemporâneos do enigma das Pegadas do Diabo. São constituídos por cartas, desenhos das marcas, menções a relatos de testemunhas e mesmo algumas observações curiosas feitas pelo reverendo, como por exemplo o fato do seu cão ter ladrado continuamente na noite em que apareceram as supostas pegadas sobrenaturais. Para além destes documentos, as restantes fontes em primeira mão dos acontecimentos, resumem-se às cartas remetidas por testemunhas ao Illustrated London News, e publicadas na íntegra.

Igreja paroquial de Clyst St. George - Foto: Robin Drayton
Assim informou o The Times, de Londres, em 16 de fevereiro de 1855:

...Na quinta-feira à noite, ao que parece, houve uma forte nevasca nas proximidades de Exeter e no sul de Devon. Na manhã seguinte os habitantes dessas cidades ficaram surpresos ao descobrirem as pegadas de um animal estranho, misterioso e onipresente, pois as pegadas foram vistas nos lugares mais inacessíveis – nos telhados, em corredores estreitos, em jardins e quintais fechados com cercas e muros altos, bem como nos campos ao ar livre. Pareciam mais de um bípede do que de um quadrúpede e distanciavam-se 20cm umas das outras. As impressões das patas lembravam muito uma ferradura de burro e tinham de 3,5 a 6,5 cm de largura em certos casos. Às vezes pareciam estar rachadas, mas na maioria dos passos a ferradura persistia e, como a neve no centro estava intacta, mostrando apenas o contorno da pata, deveria ser convexa [ côncava ? ]"... O outro, e único, exemplo conhecido de pegadas assim foi informado pelo capitão sir James Clark Ross, comandante de dois navios que exploravam as regiões do Pólo Sul e atracaram na Ilha Kerguelen em maio de 1840: ..."animais de terra, não vimos nenhum, e os únicos indícios que vimos de sua existência na ilha foram algumas pegadas singulares de um pônei ou jumento, tinham 7,5 cm de comprimento e 6,2 cm de largura, com uma pequena depressão mais funda em cada lado, além da forma de ferradura"... Se o tivessem enxergado, o que teriam visto?

De acordo com relatos contemporâneos, que se estendia por mais de uma centena de quilômetros, e foi através de paredes sólidas e palheiros, aparecendo do outro lado como se não houvesse nenhuma barreira. A extensão das pegadas pode ter sido exagerada no momento. Mas na verdade as 'pegadas', se é isso que estavam ali, ainda permanecem um mistério completo.Um dos primeiros a ver as marcas foi um padeiro e depois o diretor da escola, o qual reuniu um grupo de pessoas para seguirem essas marcas. Qual não foi a surpresa quando perceberam que o animal havia pulado também muros que variavam de quatro a seis metros de altura e também atravessou o rio Exe, deixando a marca de uma margem à outra como se tivesse caminhado sobre a água, sendo que esse rio possui três quilômetros de largura. E assim percorreu entorno de 150 quilômetros, passando por Exmouth, Lympstone, Woodbury, Powderham, e vários outros lugares, apenas em uma noite. Apenas em uma noite Cornwal ficou marcada com essas pegadas.

Vários animais foram sugeridos para fazer as pegadas como:guaxinins, ratos, cisnes, lontras. Alguns cangurus haviam escapado de um zoológico particular pertencente a um deputado de Fische em Sidmouth, mas a descrição das pegadas não tem qualquer semelhança com as de um canguru. Além de tudo estes animais não seriam capazes de pular 6 metros de altura para pular um muro ou atravessar um rio de cerca de 3km de largura. As marcas eram em forma de U, com 10cm de comprimento e 7 cm de largura, e com 20cm distantes uma da outra.Também foi observado que a forma em que foram estabelecidas, uma na frente da outra, sugere um bípede ao invés de uma criatura andando sobre quatro patas. Há casos semelhantes espalhados por outras partes do mundo e também conta um escrito na Grã-Bretanha.

Segundo Ralph de Coggeshall, (que também gravou vários estranhos fenômenos em sua época) é um escritor do século 13, em 19 de julho de 1205 relatou impressões estranhas que apareceram depois de uma violenta tempestade elétrica (seria uma coincidência? Dizem que grandes demônios quando chegam a um local causam tempestades elétricas...). Em meados de julho essa faixa só seria visível na terra fofa, e as tempestades com descargas elétricas sugerem algum tipo de fenômeno natural ainda desconhecido.

As Pegadas do Diabo
Em 1.950, essas pegadas surgiram novamente em Devonshire.

Em 14 de março, o jornal The Times publicou a aparição dessas pegadas em Glenorchy, Escocia, que se estendiam por quilometros.

Pouco a pouco foram surgindo histórias de pegadas em vários lugares: Nova Zelandia em 1.886, nas praias de Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 1.908, na Bélgica, em 1.945, nas encostas do vulcão Etna, Sicilia, em 1.970.

Pegadas do diabo continuam a ser um intrigante mistério que só será realmente resolvido se o fenômeno volte a acontecer e pode ser examinado mais de perto, o que não foi, pois na noite de 12 de março de 2009, apareceram novamente marcas semelhantes, como as da foto.

As Pegadas do Diabo em 2009
O esquisito é que quando apareciam obstáculos no caminho, por exemplo uma casa, o suposto diabo saltava/voava para o telhado e continuava o seu caminho. O mais estranho é que se fosse um animal de cascos como um cavalo ou uma cabra deixaria fezes, não agüentaria caminhar 160 km em linha reta durante uma tempestade e não conseguiria saltar obstáculos tão altos.

Fontes: Sobrenatural.org / thesun.co.uk / telegraph.co.uk

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Praga da Dança

‘Praga da dança’ matou centenas de habitantes de Estrasburgo em 1518.

Epidemia começou em julho, com mulher bailando sem parar por 6 dias.

Transe acabou envolvendo centenas de pessoas e durou até setembro.

Carnaval epidêmico - Vítimas da febre da dança morriam de ataque cardíaco, derrame ou exaustão
Em julho de 1518, a cidade francesa de Estrasburgo, na Alsácia (então parte do Sacro Império Romano-Germânico) viveu um carnaval nada feliz. Uma mulher, Frau Troffea (dona Troffea), começou a dançar em uma viela e só parou quatro a seis dias depois, quando seu exemplo já era seguido por mais de 30 pessoas. Quando a febre da dança completava um mês, havia uns 400 alsacianos rodopiando e pulando sem parar debaixo do Sol de verão do Hemisfério Norte. Lá para setembro, a maioria havia morrido de ataque cardíaco, derrame cerebral, exaustão ou pura e simplesmente por causa do calor. Reza a lenda que se tratava de um bloco carnavaleso involuntário: na realidade ninguém queria dançar, mas ninguém conseguia parar. Os enlutados que sobraram ficaram perplexos para o resto da vida.

Para provar que a epidemia de dança compulsiva não foi lenda coisa nenhuma, o historiador John Waller lançou, 490 anos depois, um livro de 276 páginas sobre o frenesi mortal: “A Time to Dance, A Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518”. Segundo o autor, registros históricos documentam as mortes pela fúria dançante: anotações de médicos, sermões, crônicas locais e atas do conselho de Estrasburgo.


Um outro especialista, Eugene Backman, já havia escrito em 1952 o livro "Religious Dances in the Christian Church and in Popular Medicine". A tese é que os alsacianos ingeriram um tipo de fungo (Ergot fungi), um mofo que cresce nos talos úmidos de centeio, e ficaram doidões. (Tartarato de ergotamina é componente do ácido lisérgico, o LSD.)

Waller contesta Backman. Intoxicação por pão embolorado poderia sim desencadear convulsões violentas e alucinações, mas não movimentos coordenados que duraram dias.

O sociólogo Robert Bartholomew propôs a teoria de que o povo estava na verdade cumprindo o ritual de uma seita herética. Mas Waller repete: há evidência de que os dançarinos não queriam dançar (expressavam medo e desespero, segundo os relatos antigos). E pondera que é importante considerar o contexto de miséria humana que precedeu o carnaval sinistro: doenças como sífilis, varíola e hanseníase, fome pela perda de colheitas e mendicância generalizada. O ambiente era propício para superstições.

Uma delas era que se alguém causasse a ira de São Vito (também conhecido por São Guido), ele enviaria sobre os pecadores a praga da dança compulsiva. A conclusão de Waller é que o carnaval epidêmico foi uma “enfermidade psicogênica de massa”, uma histeria coletiva precedida por estresse psicológico intolerável.

Nonstop dancing – Gravura do artista Henricus Hondius (1573-1610) retrata três mulheres acometidas pela praga da dança; obra é baseada em desenho original de Peter Brueghel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes, em 1564 na região de Flandres
Outros seis ou sete surtos afetaram localidades belgas depois da bagunça iniciada por Frau Troffea. O mais recente que se tem notícia ocorreu em Madagascar na década de 1840.

Fonte: G1 (com informações do site Discovery News, por Jennifer Viegas - Agradecimentos a Arnaldo Hirai) - Imagens: Reprodução

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Que segredo há por trás da música 'Hotel Califórnia'?


"Hotel California" é a faixa-título do quinto álbum de estúdio da banda de rock americana Eagles. Lançado em 8 de Dezembro de 1976, o álbum vendeu mais de 16 milhões de cópias e foi considerado por muitos críticos de rock como o melhor álbum de todos os tempos. A música "Hotel California", escrita por Don Felder, Don Henley e Glenn Frey, ganhou o Grammy na categoria "Gravação do Ano" e se tornou a canção de maior sucesso do grupo.

"Hotel California" narra a história de um viajante cansado que fica preso em um hotel de luxo (que num primeiro momento parece convidativo e tentador, mas que se torna um pesadelo). Porém, a letra obscura fez surgir várias teorias sobre o verdadeiro teor da música. Muitos viam o Diabo na letra, outros um hospício, e até mesmo, o vício em drogas pesadas.

Entre dezenas das mais variadas teorias sobre a letra de "Hotel California", cito, abaixo, as mais famosas:


Especulava-se que o "Hotel California" citado na canção se referia ao "Camarillo State Hospital", um hospital psiquiátrico localizado no município de Ventura, entre Los Angeles e Santa Bárbara (foto acima), que esteve em operação de 1936 a 1997. Alguns famosos que sofreram de doenças mentais, tuberculose ou desintoxicação por drogas ou álcool, foram tratados em Camarillo, como Charlie Parker Jr, que se internou no hospital para se desintoxicar do vício de heroína. Após encerrar suas atividades, em Junho de 1997, o hospital, que seria destinado a se tornar uma prisão, acabou se transformando na Universidade do Estado da Califórnia. A maioria dos edifícios do Complexo foram preservados e restaurados, inclusive a torre com o sino das missões, original de 1930, e que é citado em um trecho da música ("eu ouvi o sino da missão").

Uma das versões mais esdrúxulas era a de que o hotel realmente existia e era administrado por canibais, que devoravam os hóspedes.

No entanto, a teoria que ganhou mais força era a de que "Hotel California" seria uma metáfora para o Inferno e que a música falava em adoração ao Diabo, já que a letra cita "tentar matar a besta" e "nós não temos este espírito aqui desde 1969". O boato foi alimentado pela concepção do álbum: a capa interna mostrava a fotografia de algumas pessoas no pátio de uma pousada espanhola e, em uma varanda, sobre elas, pairava uma figura sombria, que muitos associaram a Anton LaVey, que fundou a Igreja de Satã no ano de 1966, em San Francisco, Califórnia, EUA. A canção seria uma homenagem ao local onde LaVey escreveu a "Bíblia Satânica". Pesou o fato da "Bíblia" em questão ter sido publicada em 1969, data citada na música. Alguns afirmavam que os integrantes do Eagles estavam envolvidos com ocultismo e eram discípulos de LaVey. Houve quem chegasse a apontar um fantasma na capa do álbum, que teria sido captado pela camera fotográfica, e que seria de um homem assassinado por La Vey em um ritual de sacrificio humano.

Havia também quem associasse a música à toxicodependência e que "Hotel California" era um código para cocaína, levantando suspeitas de que a letra descrevia uma "viagem" sob o efeito da droga. A frase "Logo à frente, eu vi uma luz trêmula... Minha cabeça pesou e minha vista embaçou" seria uma alusão aos efeitos da droga. E vão mais longe ao afirmar que as iniciais de "Hotel California", H e C, significaria "High Cocaína", uma droga que depois que você experimenta não consegue mais largar.

Apesar de algumas versões terem seu fundo de lógica, Don Henley, um dos autores da música, desmentiu todas e declarou que a canção é uma alegoria sobre o hedonismo e relata o lado sombrio do sonho americano e sobre os excessos na América, principalmente no mundo da música.

O álbum teria como tema subjacente a corrupção de estrelas do rock pela decadente industria fonográfica de Los Angeles, e a faixa-título (Hotel California) descreve uma prisão dourada onde o artista entra livremente e depois descobre que não pode mais sair.

O verdadeiro "Hotel California" não é um lugar, mas uma metáfora para a industria da música, localizada na costa oeste, e seu efeito sobre músicos talentosos que se encontram enredados em sua teia de brilho.


E só para constar... O hotel que aparece na capa do álbum é o Beverly Hills Hotel, conhecido como Pink Palace (foto acima), muito frequentado por estrelas de Hollywood. E a "figura sombria", que aparece na varanda, e que muitos achavam ser Anton LaVey, era na verdade uma modelo contratada para posar para a capa do álbum.

Assista o clip de "Hotel California" com legendas em português:


Fonte: passeandopelocotidiano.blogspot.com - Imagens: Reprodução 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Desenho de Satã (O assustador desenho em Stop Motion que foi banido da TV)

Uma animação de stop motion criada em 1985 criou muita confusão na internet tempos atrás. Ela não foi exibido nas TV's dos Estados Unidos devido a uma proibição com a alegação de que o vídeo era satânico e atormentador. Mas, isso não impediu que ele fosse digitalizado e postado no YouTube. Assim, o vídeo tornou-se febre e tomou conta da rede. Dizem que o vídeo é recheado de mensagens subliminares… Bem, assista e julgue você mesmo... (legendado em português):


Fonte: http://ahduvido.com.br

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A menina e seu cachorro ou A Lenda dos Pingos

Uma pequena garota estava sozinha em casa com seu cachorro para a proteger. Quando a noite chegou, ela trancou todas as portas e tentou trancar todas as janelas mas uma se recusava a fechar.

Ela decidiu deixar a janela destrancada e então foi para cama. Seu cachorro tomou seu lugar de costume embaixo da cama. No meio da noite ela acordou por causa de um som de gotas vindo do banheiro.

A menina, muito assustada para ir ver o que era, estendeu sua mão para baixo da cama. Ela sentiu a lambida de seu cachorro e então voltou a dormir.

Logo depois, acordou, novamente por causa do som das gotas... Mais uma vez, estendeu sua mão para baixo da cama, sentiu a lambida e voltou a dormir.

Tudo se repetiu por mais uma vez... Acordou, estendeu a mão e sentiu a lambida.

Porém, curiosa sobre a causa do som das gotas, ela se levantou e lentamente caminhou até o banheiro.

O ruído causado pelos pingos foi ficando mais alto conforme ela foi se aproximando.

Ao chegar ao banheiro, ele ligou a luz e foi recebida por um terrível sinal: pendurado no chuveiro, estava seu cachorro com a garganta cortada e seu sangue caindo na banheira. Mas, não era só! Alguma coisa no espelho do banheiro chamou sua atenção e ela se virou para olhar.

Escrito no espelho com o sangue de seu cachorro estavam as palavras “HUMANOS TAMBÉM SABEM LAMBER”.


Fonte: Cia do Medo - Imagem via brunarocks.blogspot.com

Mensagem secreta no navegador Mozilla Firefox

Não sei se alguém tem conhecimento disso, mas nos navegadores Mozilla Firefox, Netscape e Seamonkey, se você digitar na barra de endereços "about:mozilla" a tela fica vermelha e com um pequeno texto como se fosse uma passagem da Bíblia. Na verdade, é uma passagem do "Livro de Mozilla" (?!?).

Clique na imagem para ampliá-la
Digitando no Firefox aparece o seguinte texto: 'Mamon adormeceu. E o renascimento da criatura disseminou-se pela terra e seus seguidores tornaram-se exércitos. E eles apregoaram a mensagem e sacrificaram lavouras com fogo, com a astúcia das raposas. E eles criaram um novo mundo à sua imagem e semelhança conforme prometido pelo texto sagrado e contaram da criatura para suas crianças. Mamon despertou e, veja só, nada mais era do que um discípulo. De O Livro de Mozilla, 11:9 (10ª edição)'.

Em outras edições do Mozilla, também aparece essa mensagem: 'Por fim, a criatura sucumbiu e os infiéis regozijaram-se. Porém, nem tudo fora destruído, pois das cinzas ergueu-se um imponente pássaro. O pássaro mirou os infiéis e lançou sobre eles o fogo e o trovão. A criatura renascera com forças renovadas e os discípulos de Mamon encolheram-se horrorizados. de O Livro de Mozilla, 7:15'.

Pesquisado, o tal Livro de Mozilla seria apenas um easter egg (*) dos navegadores... Mas é uma brincadeira no mínimo estranha,não é? Estariam os navegadores escondendo alguma profecia? Teriam eles algum pacto? Será que existe realmente o Livro de Mozilla? Façam o teste e vejam o que aparece.

Parece ser uma sátira ao domínio da Microsoft e a suposta "virada" do Firefox.

'E o renascimento da criatura disseminou-se pela terra e seus seguidores tornaram-se exércitos. E eles apregoaram a mensagem e sacrificaram lavouras com fogo, com a astúcia das raposas.'

Firefox = raposa de fogo. Bastante fogo e raposa aí, né?

'Porém nem tudo fora destruído, pois das cinzas ergueu-se um imponente pássaro. O pássaro mirou os infiéis e lançou sobre eles o fogo e o trovão'

Thunderbird? Outro produto da Mozilla. E o 'Mamon' talvez seja a Microsoft em si.

Seria apenas uma brincadeira ou haveria alguma coisa mística de fato.

* Em informática, um ovo de páscoa (ou easter egg, tradução para o inglês, como é mais conhecido) é qualquer coisa oculta, podendo ser encontrada em qualquer tipo de sistema virtual, incluindo músicas, filmes, videogames e etc.

Fontes: Gotica (Mr. Malas) / Wikipédia - Imagem via ciadomedo.files.wordpress.com

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O caso das cobras na piscina de bolinhas no McDonald's

Cuidado com as piscinas de bolinhas!

Essa história de criança mordida de cobra é lenda que circula em todo o mundo.

Aconteceu no McDonald’s 9 de Julho em Jundiaí - SP; ou no McDonald’s da “avenida 9 de Julho”, sem indicação de cidade, ou em variados shopping centers e parques de diversões: Curitiba - PR, Franca e Piracicaba - SP, Uberlândia e Montes Claros - MG, Campos - RJ.

E também em Dallas, Midland e Houston - Texas, Baton Rouge - Louisiana, Arizona e no Alabama.

Em consequência da mordida da cobra, ou das mordidas das cobras, a criança morreu.

Em uma das versões, os donos da lanchonete teriam oferecido R$ 35.000,00 aos pais da criança para eles esquecerem o caso. Um absurdo! Uma desumanidade!

Outra versão diz: Amigos da Família divulgaram que O McDonald’s ofereceu pagar a indenização em dobro para que a família não divulgasse o caso. Mas não menciona a quantia original e fica a dúvida: dobro de quanto?

Este caso aconteceu dia 19/11/04 no McDonald’s da Av. 9 de Julho de Jundiaí, foi um cliente nosso de lá quem mandou a mensagem. Cliente de quem?


Em abril de 2005, circulou mensagem afirmando que o caso teria ocorrido na cidade de Goiânia - GO e, por conta disso, sete das oito lojas de uma rede de lanchonetes haviam sido fechadas. Ao voltar à tal lanchonete o pai da criança descobriu que havia um "ninho de cobra, com aproximadamente 23 filhotes".

Nessa mensagem, vale destacar as imprecisões:

- a contagem do número de cobras (aproximadamente 23 filhotes);
- a indicação da idade da criança (3 a 5 anos);
- a data do acidente (A [sic] mais ou menos um mês e meio atrás).

Quer dizer, apesar de se apresentar como o desabafo de uma pessoa ligada a família de "Maria" o(a) autor(a) da mensagem não sabe dizer a idade da criança nem tampouco se a idéia da Operação Abafa foi dos coordenadores ou [...] da família da vitima.

E quem redigiu o desabafo também não lembra quando ocorreu o suposto acidente.

Às vezes, a criança aparece toda picada (virou picadinho?:). Outras vezes, foram apenas duas mordidas, confundidas com picadas de pernilongos, borrachudos ou muriçocas, dependendo da região do país.

Pode não ter sido o mesmo animal, mas apenas a mesma lenda que andou passeando por outros lugares do planeta.

Nos EUA, uma mulher estava provando casacos numa loja de departamentos quando foi mordida por uma cobra. O réptil fora costurado dentro do forro do casaco no país de origem deles, da cobra e do casaco, um país sul-americano ou asiático, conforme a preferência do contador da história.

Mas não são apenas serpentes que povoam a imaginação dos passadores de lendas sobre lanchonetes.

Nos EUA, é famoso o caso de Kevin Archer, filho de Lauren Archer. Ele estava brincando numa dessas piscinas de bolas quando começou a reclamar de dor nas costas. Mais tarde, a criança começou a passar mal, morreu no hospital e a autópsia constatou que a morte fora conseqüência de overdose de heroína.

Ao esvaziar a piscina de bolas da lanchonete (McDonald’s ou Burger King), os policiais teriam encontrado comida estragada, facas, fraldas, fezes, urina e seringas contendo heroína. Um verdadeiro lixo.

A notícia espalhou-se rapidamente, pois o Houston Chronicle de 10 outubro de 1994 teria publicado a notícia. O jornal desmentiu: jamais publicara coisa semelhante.

Essas histórias circulam desde a década 80 e pode até existir alguém chamado Kevin Archer, mas jamais foram localizados nem o cadáver da criança, nem a sua família nem a lanchonete.

Kevin Archer tinha 3 anos de idade. A suposta vítima brasileira tinha 4 anos.

Seja como for, essas piscinas de bolas talvez recebam, diariamente, alguma dose de xixi e de cocô de criança e os riscos sejam outros. Visita de cobras?

O sáite da Difusora de Franca - SP tomou conhecimento do suposto acidente, fez as investigações e concluiu que tudo não passa de uma lenda urbana. A mesma coisa fez o saite Montesclaros.com: tudo mentira.

Investigando o suposto acidente, o Jornal de Piracicaba ouviu Carmelina de Toledo Piza, mestra em educação e contadora de histórias. "Ela afirma que as lendas urbanas surgem para preservar o mito, que alimenta o medo. Carmelina cita como lendas urbanas o saci-pererê, a mula-sem-cabeça, a loira-do-banheiro, o caboclinho-d'água e, mais recentemente, o chupa-cabras."

O saci, a mula-sem-cabeça, a loira-do-banheiro e o caboclinho-d'água são mitos locais do Sul do país. O chupa-cabras andou passeando por vários lugares do Brasil.

Na região da mata de Pernambuco, temos os mitos locais: a caipora e a comadre 'fulôzinha' dão muito trabalho aos que moram ou trabalham no campo. A alma de cavalo também prega sustos aos mais descuidados. Há duas décadas, ficou famosa a perna cabeluda que fazia horrores aqui no Recife.

Eu, particularmente, prefiro ouvir as histórias da irascível caipora e da ranzinza "cumadi fulôzinha". São mais divertidas e saborosas do que essas coisas de shoppings centers e sanduíches gordurosos com sabor de borracha.

Aparentemente inconseqüentes, histórias desse tipo trazem prejuízos para pessoas que nada têm a ver com ela. É o caso de Cristiane, empresária do ramo de diversões infantis do Rio Grande Sul. Diz ela: "Aqui em minha cidade (Santa Maria - RS) inventaram essa história e, por incrível que pareça, tive uma cliente que desistiu da locação de uma piscina de bolinhas pq a filha está traumatizada com a história do shopping."

Uma das versões afirma que o fato teria ocorrido no dia 19/11/04 no MC da Av. 9 de Julho de Jundiai e completa: Um amigo meu tecnico de segurança do trabalho me enviou este e-mail, que diga-se de passagem é de arrepiar os cabelos. Passem ele adiante, podemos assim evitar que outras tragédias como essa, independente do lugar, voltem a acontecer.

Maria Lúcia ficou preocupada, pois em sua cidade, Joinvile - SC, circulou história dizendo que uma criança [ ...] foi mordida por uma Jararaca na piscina de bolinha das lojas Havan.

Jararaca, cobra coral, cascavel. Essas cobras e suas histórias passeiam pelo Brasil e pelo mundo revelando o quanto as pessoas temem esses animais peçonhentos. Esse medo não é coisa recente, vem dos tempos mais remotos. Basta ver os diversos mitos envolvendo cobras de muitas cabeças, animais cujos membros são cobras ferocíssimas.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Noivos unidos pela luz da lua cheia

Uma gripe assolou a europa no início do século XX, concomitantemente à primeira guerra mundial. Conhecida como Pandemia, por causa da sua ação que mais tarde atingiria todos os continentes, ela inicialmente disseminou-se nas frentes de batalha, arrasando unidades inteiras de brigadas dos mais diferentes exércitos. Num segundo momento atingiria as cidades por onde os soldados haviam circulado.

Embora as autoridades sanitárias brasileiras julgassem que o país estaria imune a ação do vírus por conta da longa travessia marítima, o fato é que em meados de 1918, a doença que matou em poucos dias 25 milhões de europeus, e outras dez milhões de pessoas nos outros continentes, aportaria também no Brasil trazida pelos soldados que compunham a tímida frota nacional, a Rio Branco, composta na sua maioria por marinheiros noruegueses. Mas foram os poucos brasileiros que, ao desembarcarem aqui, trouxeram a peste...

Detectada inicialmente em Recife, na região do porto, em poucos dias alguns casos foram identificados em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Restrita ao litoral, em pouco tempo subiu a serra e foi fazer vítimas também a quem jamais estivera no mar, quiçá em zona de batalha.

Helenita Cunha Bento Almeida, uma jovem de 13 anos prometida em casamento ao filho de um barão da cana de açucar de Conceição do Macabu, no Norte Fluminense, Delmiro Antunes Lopes Pinheiro, foi uma delas. Casamento marcado, ela passou todo o ano de 1919 ajudando a mãe, tia, madrinha e criadas a coser suas roupas, bordar vestidos e anáguas, com vistas ao casamento que prometia ser a maior recepção da cidade desde a passagem de Dom Pedro II por aquelas terras cerca de meio século antes.

O casal, lindo como uma noite de luar, segundo os registros da época, era a síntese do amor, da paixão, compreensão. Se havia na região algo que simbolizasse prosperidade, saúde e prazer, seria suplantado pela existência do casal Helenita e Delmiro.

A festa fora anunciada um ano antes pela cidade, região circunvizinha e nas badaladas Campos dos Goytacazes e Macaé. Os convites direcionados aos convidados do Rio de Janeiro, para garantir a pompa, seguiram em carruagens, embarcações marítimas e finalmente em lombo de burro e cavalo. Embora não houvessem mais escravos e nas grandes metrópoles o automóvel já fosse uma realidade, naquela região, onde predominava a elite rural, as manias do século XIX é que garantiam os ares de pompa e fidalguia...

Prova disso é que nas vestes, manifestações artísticas, culinária, jeitos e trejeitos, o chique e moderno era copiar o passado. Só ele permitia aos noivos e familiares o glamour da ostentação.

O fato é que uma semana antes do casório a peste chegou a Macabu. Os negros, herdeiros da escravidão, foram as primeiras vítimas. E tão rapidamente ocorreram as mortes que os corpos foram levados para o cemitério do centro da cidade, depositados em covas simples e sem direito a encomenda por ritual católico ou pagão.

Quando o povo, por ignorância, achava que apenas os negros, sabidamente mais fracos e doentes por conta da herança social, seriam os únicos acometidos, eis que Helenita tem um súbito mal-estar que evolui para a morte em menos de 24hs. A doença, para espanto geral, levava a óbito antes mesmo de diagnosticá-la.

Seguiu seu corpo em um cortejo só comparável ao de Motta Coqueiro, o último condenado a morte no Brasil, na mesma cidade de Conceição, meio século atrás.

A comoção e a tristeza tomou conta de toda a região. A bela e quase divina Helenita, com vocações para santa, obviamente, havia sucumbido a uma tragédia para qual ninguém se preparou. Seu corpo, para sorte da família ou ironia do destino, ocuparia a última cova ainda disponível no cemitério central.

Profundamente abalado, Delmiro trancou-se em seu silêncio, no escuro do quarto na fazenda do pai, em Campos, e de lá só saiu morto. Dois dias depois. Ele também fora contagiado pela peste e, como uma perversidade do destino, terminou por inaugurar o novo cemitério, localizado dois quilômetros fora da cidade, distante portanto de onde fora guardado o corpo de seu grande amor.

Passada a febre, que nos livros de história é caracterizada por partir tão rapidamente quanto chegou a determinado lugar, as lembranças do amor eterno e invejado de Helenita e Delmiro retornaram à memória popular. E cresciam cada vez mais embora no tempo ficassem mais e mais distantes. Mas justifica-se. Não foram duas, três ou quatro dezenas de pessoas que afirmaram ver um raio de luz seguir noite adentro da área do cemitério rural e, como um cometa, rasgar a escuridão até a praça central da cidade. Ali, luz de intensidade igual encontra ainda hoje, quase um século depois, a representação da vida de Delmiro. E as luzes dançam a mais bela valsa tal e qual teria dançado o casal se a mais badalada festa de casamento de Conceição de Macabu tivesse se realizado.

Os moradores, portanto, afirmam que o encontro até hoje se dá. Sob a luz do luar da bela Conceição de Macabu.

Fonte: Fábio Lau (Sobrenatural.Org)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vídeo: A Loira do Banheiro [parte 2]

Vídeo: A Loira do Banheiro [parte 1]


Edição: Paulo Rodrigues
Direção: Igor Petrauskas
Locução: Fernando Uzeda
Roteiro: Jorge Tadeu

A Cobra Grande

O imaginário popular da Amazônia consagra a Cobra Grande como uma das entidades mais presentes e fortes na mitologia regional. Sua origem é ultramarina, mas o réptil ganha inúmeras formas encantatórias que envolvem o visível e o invisível, nos inúmeros relatos recolhidos das populações ribeirinhas.

Estórias mostram que a Cobra Grande pode ter sido uma transformação de uma sucuriju ou sucuri ou mesmo de uma jibóia que, com o tempo, abandonou a floresta, adquiriu fenomenal volume e imergiu no rio, passando a habitar a parte mais funda, os poções, aparecendo vez por outra na superfície para punir ou proteger o amazônida. A crença cabocla diz que muitos dos igarapés e furos amazônicos são formados pela passagem de uma Cobra Grande que abre enormes sulcos nas restingas, igapós e até na terra firme. Aliás, entre os mais diversos povos do mundo é comum encontrar lendas, mitos, rituais e crenças que envolvem diversas espécies de ofídios.

A cobra é um dos símbolos mais universais e antigos da religiosidade. Como mito entre os gregos, a cobra pode ser uma transformação de Zeus (pai dos deuses) e, entre os cristãos, a encarnação de satã. Na região amazônica, mais precisamente entre os povos ribeirinhos, ela representa uma figura lendária e fascinante, assumindo diversas denominações: Boiúna, Mãe d’Água, Cobra Norato ou Boitatá. A Boiúna é considerada a rainha dos rios amazônicos e pode ter tido origem no medo provocado pela serpente d’água, que ataca o gado e animais de estatura média, perto de rios e igarapés.

Os índios não registram culto à cobra, mas ela não deixa de existir como personagem em suas narrativas lendárias. Para o caboclo, o encanto da Cobra Grande se manifesta na contemplação da natureza do rio, distanciada do cotidiano através do imaginário; é quando a Boiúna (mboi, cobra e una, preta) surge, causando medo, fascínio e influenciando as populações ribeirinhas, ora encarnada num grande barco iluminado, na lenda do navio transatlântico, ou através de inúmeras outras narrativas, como a da lenda que explica o surgimento da noite e outras coisas.

Segundo essa lenda, antes da noite existir, Moiaçu, filha da Cobra Grande, se casa e recebe do pai um caroço de tucumã (fruto da palmeira Astrocarium Tucuman) contendo a noite dentro dele. Outra lenda diz que uma linda índia cunhãmporanga, princesa da tribo, ao apaixonar-se pelo Rio Branco (Roraima), foi transformada numa imensa cobra chamada Boiúna, pelo enciumado Muiraquitã. A Boiúna é tida na região como protetora daquele rio, ajudando os pescadores e punindo aqueles que predam suas águas. Nos rios Solimões e Negro, a Cobra Grande nasce do cruzamento de mulher com uma assombração (visagem), ou de um ovo de mutum; no Acre, a entidade mítica transforma-se numa linda moça, que aparece nas festas de São João para seduzir os rapazes desavisados.

O lendário também apresenta a Cobra Grande como uma benfeitora à navegação dos rios amazônicos, cujos olhos tornam-se grandes faróis para orientar os embarcadiços nas noites escuras e durante as tempestades. Versão contrária coloca a Cobra Grande como entidade do mal, tal a sua voracidade e multiplicidade de transformação. Ela toma outras formas para enganar o caboclo, como a de navio à vela ou de um transatlântico que nas noites calmas rompe o silêncio com estranho ruído de vapor, percebendo-se ao longe uma mancha escura, precedida de um nítido barulho de máquinas. Ouve-se o badalar metálico de um sino e destacam-se as duas luzes brancas do mastro, além da vermelha de bombordo e a verde de boreste. Segundo o poeta João de Jesus Paes Loureiro, em sua “Epifania da Cobra-Grande”, o olho iluminado da Boiúna é uma espécie de vitral do imaginário. Para ele a luz é um símbolo ou metáfora que brilha em todas as culturas, como reflexo da divindade, sinal do saber e manifestação da beleza. É a oposição às trevas, dando à cobra a forma de Boiúna.

O mito da Cobra Grande, Mãe-d’Água ou Boiúna percorre cerca de quatro mil rios da Amazônia, ajudando ou aterrorizando o ribeirinho, de acordo com o imaginário local, chegando até às populações urbanas. Existe a crença de que algumas cidades estão situadas sobre a morada da Cobra Grande, como Santana, no Amapá, por exemplo, onde a Cobra Sofia é residente. Acredita-se que Belém também tenha sido fundada sobre uma cobra, crença que pode ter nascido com os primitivos missionários, que resolveram esmagá-la simbolicamente, colocando a cabeça da serpente sob os pés da imagem de Nossa Senhora, criando um sincretismo religioso com a cultura local. Outra tradição belenense afirma que a cabeça da Cobra Grande está em baixo da Catedral da Sé e a cauda sob o altar da Basílica de Nazaré, superstição reforçada na madrugada de 12 de janeiro de 1970, quando um tremor de terra abalou a capital paraense. Muitas pessoas acreditam que o sismo tenha sido provocado por um movimento do dito ofídio que, se abandonasse o leito, a cidade e todos os seus habitantes seriam tragados pelas águas da Baía de Guajará.

Acredita-se, também, que as ilhas, componentes importantes da paisagem e do imaginário amazônicos, são moradas ou refúgios preferidos das Boiúnas. Há ilhas flutuantes levadas pelas correntezas e as que aparecem e desaparecem nos perídos de enchentes e vasantes; Existem ainda as ilhas imaginárias ou errantes, como a Ilha do Esquecimento, no alto Amazonas, na qual as pessoas perdem a memória ao chegar; Dalcídio Jurandir faz referências à ilha Jaguarajó, no romance Marajó, tida como encantada pelo autor, porque “virava navio fantasma navegando meia noite pela baía”. A relação metafórica da Boiúna com ilhas e navios iluminados está expressa no fabulário popular da região, dentro do caráter estético da teogonia amazônica, como forma de vivência e compreenção da vida.

Fonte: ABrasOFFA via www.sobrenatural.org - Imagens: abrasoffa.org.br / techs.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mapinguarí

Uma espécie de "monstro" lendário que habitaria a floresta Amazônica tem atraído um grande número de cientistas para a região. Nos últimos anos, eles realizaram diversas expedições para tentar encontrar a criatura, chamada de mapinguari.

A simples menção ao nome do mapinguari é suficiente para dar calafrios na espinha da maioria daqueles que habitam a floresta. O folclore na região é cheio de histórias sobre encontros com a criatura e, quase em todas as tribos indígenas da Amazônia há uma palavra para designá-lo. O nome geralmente pode ser traduzido como "a besta malcheirosa" ou "o animal barulhento".

A maioria dos que dizem ter visto o mapinguari o descrevem como uma criatura alta, que atingiria 2 m de altura quando estaria sobre as duas pernas. Ele também emitiria um cheiro muito forte e extremamente desagradável.

Em alguns lugares, a criatura é descrita como tendo dois olhos, mas há quem diga que ele possui apenas um, como os ciclopes da mitologia grega. Alguns afirmam que o animal possui uma grande boca malcheirosa.

Os cientistas que foram à Amazônia em busca do mapinguari não tiveram sucesso, mas, pelo menos um deles, afirma que pode explicar a origem da criatura. David Oren, ex-diretor de pesquisa no Instituto Goeldi, em Belém, afirma que a lenda do mapinguari é baseada no contato que os humanos tiveram com os últimos representantes da espécie das preguiças que não viviam em árvores e habitavam o solo.

"Nós sabemos que essas espécies extintas podem sobreviver como lendas por centenas de anos. Mas, quanto a saber se o animal ainda existe ou não, é uma outra questão, que nós não podemos responder ainda."

Segundo Domingos Parintintin, líder de uma tribo que vive na Amazônia, a única maneira de matar o mapinguari é dando uma pancada na cabeça do animal. Porém, ele afirma que o melhor a fazer é subir em uma árvore e se esconder, em vez de tentar matá-lo, já que a criatura tem o poder de fazer a vítima ficar tonta e "ver o dia virar noite".

Fonte: John Cruell (www.malima.com.br) - Foto: Luana Chagas